sexta-feira, 6 de maio de 2011

A família a escola e homossexualidade

Luiz Fernando Paes
A iniciação no mundo da prostituição infantil e na adolescencia é construída em boa parte, pelo preconceito e desinformação sobre as várias formas de se viver a sexualidade.
O despreparo da família para entender o desenvolvimento sexual e a grande carga de preconceito da sociedade leva muitas vezes, o adolescente 'as ruas.
Com o início da adolescência, o menino começa a expressar sua sexualidade de forma mais explícita.
A falta de conhecimento sobre a homossexualidade por parte do público em geral, faz do adolescente uma vítima, carregada de medo e culpa, como se esta fosse uma escolha de viver a sua sexualidade.
Sabemos que hetero e homossexualidade não é opção, é manifestação do desejo humano, independende  do ambiente, país, família.
Procurar "de quem é a culpa" não contribui em nada. Temos que viver a vida lembrando que somos seres complexos, de um imenso potencial.
É na família ou na escola que  a criança ou o jovem vai deparar com uma aceitação de seu modo de ser, ou sofrer rejeição.
Infelizmente na escola ele pode ser motivo de piadas e agressões por parte dos colegas, ou encontrar um educador ou  educadora que oriente a turma sobre sexualidade,respeito e dignidade, de uma forma imparcial e de forma científica.
Em casa os desdobramentos pode ser de aceitação e apoio, mas é muito comum, com a chegada da adolescência, o menino ser colocado para fora de casa, ou ser pressionado a isso, por brigas insistentes e violência domiciliar.
Na rua poucas escolhas lhe resta. Geralmente encontra uma cafetina que lhe dará abrigo vestuário, maquiagem, cobrando um valor bem alto, tornarndo-o dependente dela.
Muitas vezes  de prostituição esta ligado ao crime organizado, expondo-o  a um risco grande.
 A vida  nas ruas pode  levar-lo ao contato com as drogas, podendo tornar-se um consumidor destas substâncias.
Outra preocupação com estes jovens são as implicações da "montagem" do menino, que é a mudança deste corpo masculino para uma "aparência" feminina e sensual. É uma mudança dolorosa e perigosa, um caso de saúde pública. O contorno feminino é conseguido por meio de silicone, impróprio para uso humano, é aplicado no peito e outras partes do corpo, pela própria cafetina ou alguém que ela indique, com seringa de grosso calibre, feito em casa e com poucos cuidados com a saúde.
A transformação do adolescente pode acontecer também por meio de hormônios femininos,  chamada de  hormônioterapia, sem qualquer acompanhamento médico, aplicado por cafetinas denominadas "bombadeiras".
Assim podemos constatar a importância de se discutir de forma séria e responsável na escola as questões relacionadas com a temática da sexualidade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Jogo cooperativo Infantil

Luiz Fernando Paes

Preparar uma aula diversificada é sempre um desafio, mas trás bons resultados.
Brincadeiras com toques leves ajudam a criança a ficar mais calma. Por exemplo "passa anel"," coelhinho na toca" .
Com o tempo as crianças acostumam-se a tocar uns nos outros sem perceber, o que previne a violência, pois muitas delas só  conhecem o contato de forma agressiva, de algum familiar ou  colega.


Com uma brincadeira podemos ensinar a importância da regra em nossa vida, e por que devemos cumpri-la.
É possível construir juntos a regra, inventar novos jogos e brincadeiras .
A dinâmica,  brincadeira ou jogo serve também para observar quem são os líderes, quem tem mais dificuldade para cumprir regras e outros.
A brincadeira é uma oportunidade do educador trabalhar as questões de Gênero, papel masculino e feminino e tantos  outros, quando se discute com a criança cada elemento ou personagem da brincadeira.
 É importante que se dê preferência aos jogos cooperativos, pois estes ensinam à criança a impôrtancia de viver em uma sociedade mais igualitária e fraterna, enquanto que o jogo competitivo reforça um modelo de vida que só tem levado as pessoas ao stress e a frustração.
Algumas vezes a criança pode se sentir exposta, por não conseguir participar ou por não entender a regra da brincadeira, por isso conta muito a sensibilidade da/do educador ajuda-la, para que ela se sinta integrada e feliz.
A criança que nunca gosta de participar da atividade coletiva, precisa de uma atenção especial, pode ser simplesmente vergonha, timidez, mas vale um olhar especial.

Entende-se que o jogo, por ser uma ação voluntária da criança, um
fim em si mesmo, não pode criar nada, não visa a um resultado final.
O que importa é o processo em si de brincar que a criança se impõe.
Quando ela brinca, não está preocupada com a aquisição de
conhecimento ou de qualquer habilidade mental ou física. (
KISHIMOTO,2000, p. 24).Além  dos jogos que aprendemos quando criança, existem muitos livros que tratam do assunto. Na Internet também é possível selecionar coisas incríveis como discoverykids.com.br. Vai uma boa dica da Revista Escola, on line da Editora Abril:
http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/jogos-brincadeiras.shtml.
Bom trabalho.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O bebê e o estímulo ao movimento

Publicação do site http//: educaja.com.brDesde que a criança nasce ela se movimenta. Somos seres feitos para o movimento, por esta razão temos tantas “juntas”. Quanto mais o tempo passa, mas a criança adquire controle sobre o movimento do seu próprio corpo. O estímulo à criança deve ocorrer desde os primeiros meses.
É muito importante que o adulto estimule a comunicação através dos gestos e mímicas faciais. Este estímulo promoverá um diálogo entre o adulto e o bebê, tornando-se o adulto, um aliado na identificação do significado do gesto ou da careta propiciando no atendimento das suas necessidades e desconfortos.
A interação entre a mãe/pai e o bebê deve ser tamanha que o torcer-se trazendo as pernas para junto do corpo pode significar cólicas, bem como um determinado tipo de choro pode significar “fome” e outro, de que precisa ser trocado.
Além dessa comunicação é importante o estímulo à linguagem oral devendo a mãe, sempre que for cuidar do bebê, falar o nome dos objetos que está usando, e falar detalhadamente sobre o que está fazendo para o bebê. O cantar cantigas é também muito importante, pois além de estimular o ritmo no bebê, a sonoridade lhe provoca prazer e relaxamento.
O estímulo ao movimento é também importante para que o bebê desenvolva habilidades do virar, sentar, engatinhar tão importantes para adquirir confiança para o andar tornando-se apto e independente para a locomoção.
Você pode estimular o bebê, nos primeiros meses, a virar-se sobre o próprio corpo, deixá-lo de bruços para que exercite o firmar a cabeça, segurar na mãozinha do bebê estimulando-o para que faça força para se levantar.
O bebê nos primeiros meses dedica grande parte do seu tempo na exploração do próprio corpo. Fica observando as mãozinhas e seus movimentos, pega seus pés e os fica segurando, coloca-os na boca enfim, explora as partes do seu corpo usando seus gestos e movimentos sobre eles. Esta apropriação são conquistas importantes em relação à construção da sua consciência corporal.
Quando a criança começa finalmente a andar, se sente tão deslumbrada por esta conquista que se diverte em simplesmente andar de um lado para o outro sem destino algum. Ao conseguir andar a criança se apropria de uma independência que lhe favorece explorar, a partir deste momento, o ambiente que a cerca.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sexualidade e auto estima

Luiz Fernando Paes

 A auto estima é construída a partir  do que a pessoa escuta e sente dos outros sobre si mesmo(a). Um  exemplo  é  uma pessoa que sempre é elogiada antes de ser criticada, se sente compreendida e assim aceita com mais facilidade suas dificuldades  se esforçando para superá-las.
 A criança que cresce ouvindo coisas boas de si, constroi uma imagem corporal e mental favorável ao seu desenvolvimento e mais tarde será um adolescente menos vulnerável em um meio competitivo e exigente.
Algumas criança são severamente criticadas em casa pelo pai, mãe ou irmãos. Ao começar frequentar a escola,um(a) professor(a) pode descobrir seus talentos e reforça-los, tornado esta criança mais segura e feliz.

domingo, 24 de abril de 2011

O educador de ensino fundamental

Luiz Fernando Paes
Nos últimos anos temos visto uma preocupação com o ensino no Brasil. Resgatar o valor do professor é um grande passo para quem sonha com um país mais humano e justo.
 O professor dos primeiros anos escolares, é o que  tem o maior  desafio. Ensinar a ler e escrever é uma tarefa maravilhosa e marca profundamente a vida de uma criança.
A passagem do mundo familiar e doméstico para o mundo social se dá na escola e a escrita é uma ferramenta que insere o ser humano ao  processo cognitivo, proporcionando o acesso a um conhecimento mais elaborado e científico.
O educador com sua paciência e dedicação, acompanha os primeiros passos da criança.   Em uma construção contínua, leva-a  de cada letra do alfabeto às palavras. As palavras a transporta ao fantástico mundo do conhecimento, onde as possibilidades são infinitas.
Passo a passo, a criança vai se descobrindo e descobrindo a complexidade do mundo, tendo com interlocutora os sons das palavras  ou a língua de sinais, para interpretar os acontecimento e fatos que a cercam, dando significado a  sua existência.
No percurso de minha experiência na educação, sempre me encanta o entusiasmo de educadores infantis, sua trocas de experiência, o brilho nos olhos ao falar da aprendizagem de seus educandos.
Maravilhados, apesar das dificuldades, com cada conquista dos pequenos.
Aqui cabe bem uma frase a esses professores: " Se não morre aquele que planta uma árvore e escreve um livro, com muito mais razão não morre o professor   que planta o amor e escreve na alma".

sábado, 23 de abril de 2011

Escola e educação sexual

Luiz Fernando Paes
Na falta de informação da família e da escola, o educando pode buscar informações em fontes pouco confiáveis, como revistas e filmes pornográficos.  Estes instrumentos tratam as questões da sexualidade numa perspectiva de exploração do corpo, principalmente da mulher. Ele fica  exposto a  situações que  não esta preparado para entender.   Muitas vezes ele não conta com alguém para refletir sobre as imagens, que mais confundem do que ajudam a entender toda a complexidade que envolve a sua sexualidade e  a dos outros.
O desafio da escola é desenvolver orientação sexual em uma abordagem mais positiva, numa perspectiva de prazer e responsabilidade, não somente sob o ponto de vista das doenças sexualmente transmissíveis e AIDS ou gravidez inoportuna. Nos parâmetros curriculares nacionais de maneira geral, o trabalho de Orientação Sexual visa desvincular a sexualidade dos tabus e preconceitos, afirmando-a como algo ligado ao prazer à vida, em um mundo contemporâneo onde muito se tem discutido sobre as questões de sexualidade, o prazer é entendido  como direito.
As atividades de Orientação Sexual devem também, evitar o percurso da terapia individual salvaguardando a individualidade, as relações sexualidade e educação no contexto escolar, são entendidas como: 
Conhecimento e opção que o aluno, ele próprio escolhe seu caminho.


"O problema que uma discussão sobre a sexualidade não pode se confundir como uma
aula de anatomia, tratar dos genitais, escrever os genitais, não significa tratar da
sexualidade. É como desmontar um relógio para explicar o mecanismo do tempo. Uma
discussão da sexualidade também não deve se confundir como aula de moral tem que lidar
com o interlocutor, a criança como uma pessoa inteira, com suas
crenças e valores, pudores, bagagem que a criança traz.”Lidia Aratangy

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A escola, sexualidade e homossexualidade

Quando o educador percebe na criança alguma "diferença" no que se refere ao comportamento sexual, o que ele acredita  um menino "afeminado", pode surgir uma preocupação desnecessária do educador.
Um comportamento mais sensível de uma criança pode não ser necessariamente homossexual, e mesmo que seja, é importante que se saiba que já a muitos anos homossexualidade não é considerado doença.
Isolar a criança ou dar atenção em excesso não vai contribuir para o seu desenvolvimento.
Ela não precisa de uma atenção especial, ao menos que, como outras crianças, apresentar alguma dificuldade de aprendizagem  ou for discriminado pelos colegas.
A Sexualidade se manisfesta na escola, porque é parte do comportamento humano. Na escola a criança tem a oportunidade de aprender as questões do corpo e da diversidade sexual de forma científica, com menos preconceitos e tabus.
Apresentar para as crianças novas formações de familias, diferentes das tradicionais e  uma visão mais atual do que é ser homem e o que é ser mulher pode ajudar a diminuir o sofrimento de crianças que se julga inferior, por não morar com o pai ou a mãe.
Algumas vezes o profissional da educação se sente inseguro diante do desafio de trabalhar com a turma sobre a temática. O educador não precisa ser especialista no assunto, mas necessita de ajuda para superar alguma dificuldade. Convesar com a equipe pedagógica e expor suas dificuldades, procurar leitura especializada e cursos de formação na temática da sexualidade contribui bastante. Aprender e ensinar temas da sexualidade enriquece a aula, aumenta o vínculo educador e educando. A turma agradece.

Uma indicação de bibliografia que pode ajudar:
Título: Pele de Asno Não é Só História
temática: abuso sexual em uma abordagem estatistica e descrição de casos

Autor: Maria Amélia Azevedo / Viviane Nogueira de Azevedo Guerra

Editora: Roca



Título: Sexualidade na Escola: Alternativas Teóricas e Práticas

Autor: Julio Groppa Aquino

Editora: Summus Editorial



Título: Sexo e Poder

Autor: Guido Mantega

Editora: Brasiliense S/A



Título: O Relacionamento Amoroso: Segredos do Amor e da Intimidade Sexual

Autor: Masters & Johnson

Editora: Nova Fronteira



Título: Por que os Homens Não Se Abrem: Como superar o medo de intimidade dos homens

Autor: Steven Naifeh / Gregory White Smith

Editora: Record



Título: Relatório Hite Sobre Sexualidade Masculina

Autor: Shere Hite

Editora: Difel



Título: Criação em Separado: Como a Biologia nos Faz Homo ou Hetero

Autor: Chandler Burr

Editora: Record



Título: Enciclopédia Básica de Educação Sexual

Autor: Dra. Helen Singer Kaplan

Editora: Record



Título: O Relatório Hite: Um profundo estudo sobre a sexualidade feminina

Autor: Shere Hite

Editora: Difel



Título: Corpo, Gênero e Sexualidade

Autor: Guacira Lopes Louro / Jane Felipe Neckel / Silvana Vilodre Goellner

Editora: Vozes



Título: O Corpo Educado : Pedagogias da Sexualidade

Autor: Guacira Lopes Louro

Editora: Autêntica



Título: Gênero, Sexualidade e Educação: Uma perspectiva pós-estruturalista

Autor: Guacira Lopes Louro

Editora: Vozes


Título: Os papeis sexuais

Autor: Patrícia tucker

Editora: brasiliense


Relatório Kinsey (1948 ) masculino



Relatório Kinsey (1952) feminino

Título: Agora que Você já Sabe o que todo pai e toda mãe deveriam saber sobre a homossexualidade

Autor: Betty Fairchild e Nancy Hayward

Editora: Record

Tema de discussão: Um guia fundamental para dezenas de milhões de pais em todo o pais que tiveram de aceitar a homossexualidade de seu filho ou filha. Premiado Best seller americano. Agora que você já sabe tornou-se um texto clássico de informação e apoio desde sua primeira publicação no EUA em 1979. atualizado pelas próprias autoras ( mães de homossexuais) e acrescido de um capitulo sobre a AIDS, o livro chega ao Brasil em tradução de Rick Santos, pesquisador brasileiro radicado nos EUA.





Título: Papai Mamãe sou Gay, um guia para compreender a orientação sexual dos filhos.

Autor: Rinna Riesenfeld

Editora: summus



Tema de discussão: O que fazer quando seu filho ou filha diz que é homossexual?

Escrito por sexóloga e terapeuta, com longa experiência em lidar com pais aflitos, este livro responde as inúmeras questões familiares de homossexuais. De maneira simples, aborda as dificuldades de lidar com a culpa, com o preconceito próprio e dos outros, como conversar com os filhos.

Repleto de exemplos e diálogos reais, o quia é essencial para a compreensão da sexualidade e da importância dos poderosos laços familiares.

SILVA, R. Orientação Sexual: possibilidade de mudança na escola. Campinas, SP: Mercado das Letras. 2002