Viver é uma aventura boa e um grande desafio. A inteligência humana impõe grandes possibilidades de construir, mudar, transformar os espaços. Interagir com outros seres vivos e com objetos o com o ambiente.
O ser humano é o único ser vivo que sabe que existe e com a maturidade aprende a ter consciência disso.
Essa consciência de sua existência gera uma satisfação em estar vivo e ao mesmo tempo angustia de lidar com a perda daqueles a qual ama.
Assim a criança vai ter que lidar com as frustrações das perdas durante seu desenvolvimento e o adulto deve saber que, mesmo sendo criança, ela terá muitos momentos de tristeza frente às dúvidas da vida e precisa do acompanhamento de um adulto para entender e superar suas dificuldades para entender o mundo e a complexidade que envolve a existência humana.
A preocupação exagerada com as perdas pode causar desconforto emocional e um sofrimento, que necessitara ajuda de um profissional da saúde.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Difícil conciliação: gravidez X escola
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Escola e a Violência
Luiz Fernando Paes
Existe realmente uma separação entre espaço público e o privado?
Qual o limite de cada um desses espaços?
Será a cultura da individualismo que gera violência ou é a violência que gera individualismo?
Podemos pensar em público e privado dentro de uma casa? E no planeta como as pessoas vêem essas diferenças?
Um país deve se ocupar somente de seus desafios ou as preocupações que deterioram o planeta devem ser pensados em conjunto, pois são de responsabilidade de todos, como a degradação ambiental, crises econômicas mundiais?
Usando a lógica que o problema de uma cidade é de todos e que as soluções devem envolver todo o coletivo.
As soluções encontradas para diminuir a violência contemplam medidas individuais ou de pequenos grupos, como por exemplo, as cidades se transformam em ilhas, rodeadas de muros, os condomínios fechados que, como na idade média, os senhores feudais se fecham em seus castelos magníficos.
Nesta mentalidade individualista, o espaço público é de todos, mas ninguém cuida, não é um lugar prestigiado, pode se fazer dele o que quiser jogar lixo, quebrar. Enquanto que o espaço privado é valorizado, conservado.
A cidade do primeiro mundo ainda valoriza os espaços coletivos: preferência aos pedestres no transito, respeito aos ciclistas, muitos quilômetros de ciclovias, transporte público de altíssima qualidade, prédios públicos muito bem conservados, escolas do governo de alto nível. Não existe escola para rico, escola para pobre, hospital bem equipado para rico, e hospital para pobres.
O que é mais triste neste pais: o que é público e tem qualidade é ocupado por pessoas de alto poder aquisitivo, como universidades hospitais de referencia.
Neste contexto, a violência toma contornos sutis, onde aquele que pode pagar mais tem privilégios e sente mais protegido, e usam de seu prestigio para morar em lugares onde o poder público esta mais presente, como policiamento das ruas, limpeza publica, entre outros.
Assim algumas pessoas se fazem diferentes pela sua forma de vestir, morar, estilo de vida, num mundo a parte onde conviver com a diversidade não faz parte de seus princípios. Todos somos iguais, mais alguns são mais “iguais “ que os outros.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
ESPORTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA.
Luiz Fernando Paes
A importância dada pelos órgãos federais, a falta de uma política voltada para a promoção do esporte dentro da escola deveria ser olhada com atenção.
Quando observamos a quem são destinados o dinheiro públicos para o esporte, vindo de empresas federais como Petrobrás, Caixa Econômica Federal,Banco do Brasil e entre outras, sabemos que o esporte profissional é que se beneficia de todos os recursos.
Provavelmente o governo faz isso pensando nos dividendos políticos que o esporte profissional trás, via mídia, a sua imagem. Esta forma de pensar não atende aos interesses do esporte no Brasil e de tantos professores de educação física no Brasil que acreditam ser o esporte um grande promotor do crescimento do ser humano, e as escolas um celeiro de grandes talentos.
Nos paises desenvolvidos o investimento em esportes nas escolas e universidades, representa o sucesso de seus estudantes em várias modalidades e em muitas competições nacionais e internacionais.
A cultura do esporte em nossas escolas, pode melhorar muito com mais investimentos, e até como forma de melhorar o rendimento escolar.
O planejamento para o esporte nos próximos anos está bem comprometido com a copa do mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016. Neste sentidos vão ser destinados recursos financeiros imensos, construção de estádios para mais de 40.000 pessoas, como é o caso de Manaus, onde o público que vai aos estádios não chega a 2.000.
É de se perguntar e o esporte de base os bairros mais carentes, tão necessitados de esporte, lazer e cultura?
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Economia e educação
Luiz Fernando Paes
Vivemos um bom momento na economia.
As condições parecem propicias para a realização das aspirações dos brasileiros, como melhoria das condições de vida de todos.
Porém em uma análise mais realista, nos tem preocupado com o exagero nos números e a percepção que a classe política esta tirando muitos dividendos políticos da situação, empresários aproveitam para aumentar seus lucros.
Isto nos faz refletir uma coisa; por acaso a pessoas mais maduras já não viram este filme no passado?
Por exemplo, os 50 anos em 5 da era JK, o milagre econômico, do governo militar.
Não podemos achar que as coisas resolverão por si, que o momento mais favorável da economia será o suficiente para instaurar uma situação de desenvolvimento para todos nós.
Esta é a oportunidade, talvez única, para fazermos da educação a ferramenta para um desenvolvimento sustentável. Como? Conhecermos aqueles candidatos que pensam a educação como algo favorável à construção de um país mais humano e digno, não apenas com estatísticas para ser usado para a eleição ou reeleição.
Simplesmente podemos deixar estes “ventos favoráveis nos encaminhar a um porto seguro, ou continuarmos a deriva, rumo as tempestades, nos colocando como instrumentos para salvar os países ricos.
Seremos sempre o país da esperança, onde tudo parece que vai mudar, mas nunca muda e
onde a lógica parece ser: devemos mudar as coisas desde que essa mudança seja para que as coisas continuem como sempre foram?
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Gravidez planejada, precoce, indesejada ou inoportuna:verdade,mito ou tabu?
Luiz Fernando Paes
Há uma grande indefinição quando se refere a gravidez, talvez pela falta de um estudo mais completo ou uma reflexão do que leva uma mulher a engravidar.
A gravidez toma contornos ainda mais imprecisos quando se trata da gravidez na adolescência.
Apenas uma vez uma estudante adolescente disse me que planejava uma gravidez com o namorado. O namorado e ela conversaram sobre o assunto, pensaram nas conseqüências de uma gravidez nas condições em que estavam, e assumiram as responsabilidades pertinentes à paternidade e maternidade naquele memento da vida.
Este fenômeno tão complexo tem mostrado que é muito difícil precisar o que faz com que as meninas engravidem em uma período de vida em que seria de descobrir e explorar o mundo, estudar, passear, conhecer pessoas novas.
Nem mesmo definir o termo para uma gravidez das meninas é tarefa fácil:
Quando a gravidez da menina é chamada de precoce, esta denominação não contempla a realidade de vida das famílias cujas mães também tiveram seus filhos ao treze ou quatorze anos, e tratam a gravidez na tenra idade como algo comum entre as mulheres da família.
Falar em gravidez indesejada demanda de uma complexidade considerável, visto que ser impossível mensurar o desejo feminino de ser mãe, diante da subjetividade de tal situação, via interpretação sociológica, antropológica, psicológica ou biológica.
Onde se encontra o desejo de ser mãe? Mesmo uma menina que diz que não gostaria de ser mãe e fica perplexa ao saber que esta grávida, pode ter desejado esta gravidez inconscientemente.
E vale a pergunta: quantas mulheres planejaram sua gravidez?
Quando nos referimos a gravidez como inoportuna talvez alcancemos uma maior possibilidade de ampliar a discussão, mas temos que fazer a pergunta: a gravidez é inoportuna para quem? Para a adolescente, a família ou para a sociedade?
A gravidez e a educação familiar
Como educar os filhos para que tenham uma vida sexual prazerosa e responsável.
Não se trata de educar os filhos para dizerem não ou sim ao sexo, nem os meninos, nem meninas. Mas para que eles saibam que, na hora do sim, eles é que serão responsáveis por isso, por cuidar de si e do parceiro. Ensina-los que sexo é uma das melhores coisas da vida. Mas como tudo na vida, tem o compromisso com a responsabilidade pela liberdade, assumir conseqüências.
Ensiná-los a serem responsáveis pelos seus atos e assumir na prática, conversar com o companheiro, explicar a importância de se relacionar com alguém que lhe respeite, não se expor a riscos e violências.
É importante proporcionar condições aos filhos para que façam escolhas que contribuam para seu amadurecimento e das pessoas com quem eles se envolvam.
E os meninos? Porque nenhuma mãe ou pai explica ao filho que ele também tem o direito de dizer não? Que ele, assim como as meninas, não precisam fazer sexo para provar alguma coisa? Que eles também tem obrigação de se cuidar e se respeitar? A partir do momento em que se ensina a uma menino que o valor de um homem não é medido pela quantidade de meninas que ele consegue, dá para esperar que ele aprenda a dizer não.
Gravidez e gênero
As preocupações relacionadas a gravidez geralmente estão voltadas às meninas. Comumente são elas responsabilizas ou "culpadas" quando o assunto é gravidez. Falta aos meninos mais atenção nesse sentido. Eles são estimulados a conquistar o maior numero de meninas, mas quando alguma coisa não vai bem em seus relacionamentos, ficam apavorados e confusos , sem saber como lidar com a situação.
Uma questão importante é referente aos dados do IBGE mais recentes, demonstram que os jovens são as principais vitima da violência, a maior causa de morte destes meninos. Com uma expectativa tão curta de vida, eles esperam engravidar suas namoradas o mais rápido possível, na esperança de terem a continuidade de sua vida nesta criança.
As meninas são educadas diferentes dos meninos. Elas ainda não se sentem preparadas para dizer não quando os meninos querem fazer sexo sem camisinha ou cedem a pressão dos meninos, mesmo sem estarem dispostas ao relacionamento sexual.
Uma outra questão importante é o fato, de alguns pais forneceram camisinha ao filho, e nunca fala a menina sobre sexo ou leva-a a uma visita ao ginecologista.
Construção da identidade
Gravidez também pode ser explicada como uma das formas de meninas e meninos tentarem ser reconhecidos como adultos e terem um espaço na sociedade.
A informação quanto aos métodos anticoncepcionais não basta para diminuir a incidência desse problema.
Acompanhamento de cada jovem pela família, pela escola, ou por programas de institucionais (centro de saúde, assistência social), contribui para que o jovem se sinta mais “fortalecido” na hora de fazer suas escolhas.
A gravidez não acontece somente nas classes sociais mais humildes
Um tabu comum diz que muitas dessas adolescentes que engravidam vivem em uma família desestruturada onde não encontram carinho.
O fenômeno da gravidez aparece mais nas classes sociais onde as meninas por razões religiosas e sociais, acabam na maioria das vezes, assumindo a gravidez com a ajuda da família. Nas classes sociais mais privilegiadas, a família exerce forte pressão para que não prossiga a gravidez,e os dados nunca são revelados sobre estas meninas,já que elas não são encaminhadas para o serviço público e sim para clinicas particulares, o que dificulta o acesso aos dados sobre elas.
Atração pelo risco, curiosidade sobre o ato sexual e preocupação se seu corpo pode engravidar
O excesso de valorização da sexualidade nas crianças, prática essa que se intensificou com os programas para o público infantil no Brasil no final dos anos 89 e nos anos 90, deixou suas marcas naquela geração de crianças e nas futuras.
Falta de maturidade para assumir que esta tendo uma vida sexual
O excesso de valorização da sexualidade nas crianças, prática essa que se intensificou com os programas para o público infantil no Brasil no final dos anos 89 e nos anos 90, deixou suas marcas naquela geração de crianças e nas futuras.
Falta de maturidade para assumir que esta tendo uma vida sexual
Por mais que o sexo seja tratado como um assunto comum na atualidade, repressão, o medo dos familiares, faz com que muitos adolescentes tenham uma vida sexual clandestina. Não assumindo sua vida sexual, também não assumem os cuidados necessário para que tenham qualidade e saúde sexual.
Ainda a muito que se estudar sobre as questões da gravidez na adolescência, por se tratar de um fenômeno que envolve muitas causas e demanda politicas públicas voltadas para os jovens e a contribuição das famílias e da sociedade.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Qual o papel de cada um?
Luiz Fernando Paes
Qual é o papel de cada um. Pais questionam a respeito das tarefas ou do rendimento dos filhos ou ainda da postura do professor, mas poucos assumem a tarefa de ensinarem a seus filhos que a postura do professor ou da escola é necessária e que a conduta do professor não é para agradar a todos, que mesmo querendo ter um bom relacionamento com ele,o que é possível de acontecer, mas é a postura profissional que deve prevalecer, por ser o professor um adulto e preparado para desempenhar sua função.
Um trabalho eficiente demanda apoio de todos, e é necessária que o filho, mesmo não aceitando com facilidade, precisa envolver-se com o trabalho escolar, assim como o estudante deve ser ouvido e incentivado a expor seu ponto de vista.
Sem o aval dos pais ou responsáveis fica difícil um aprendizagem produtiva, onde o estudante pode aproveitar do apoio incondicional de seus pais, para justificar sua falta de compromisso com seu estudos, afinal de contas aprender da trabalho, requer tempo e dedicação que nem sempre ele esta disposto a dedicar.
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