domingo, 22 de setembro de 2013

Educação Sexual Ainda é Tabu

Especialistas defendem inclusão dos temas nos currículos de todas as escolas do País e alertam: professores não são preparados para lidar com o tema.

Mais do que ensinar conteúdos de Português, Matemática ou Geografia, a escola tem a grande tarefa de formar cidadãos. Por isso, especialistas defendem a inclusão de educação sexual nos currículos escolares das crianças e dos adolescentes brasileiros de forma sistemática, a exemplo do que ocorre fora do país. Mas fazem um alerta: primeiro, será preciso formar professores capazes de lidar com o tema.
A partir do ano que vem, todos os colégios da Inglaterra terão obrigatoriamente de incluir o tema nas aulas para crianças com mais de 7 anos. A ideia do governo inglês é que elas tenham informações sobre as mudanças do próprio corpo, os riscos de uma gravidez indesejada e aprendam a identificar possíveis violências e abusos sexuais. Com isso, o governo espera aumentar a prevenção desses casos. Na Holanda, isso já acontece com os alunos de cinco anos.
No Brasil, não há determinações para que a educação sexual faça parte dos currículos escolares. Há, sim, recomendações. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documentos elaborados em 1997 para orientar as escolas a montar as grades curriculares dos alunos de toda a educação básica, há um livro dedicado exclusivamente ao tema. Na introdução, fala-se da importância de se incluir a Orientação Sexual como tema transversal nos currículos.
Cada colégio, a partir daí, tem a liberdade de inserir o tema em sala de aula da forma que considerar mais eficaz. O documento enumera conteúdos a serem trabalhados com os alunos, já a partir das séries iniciais do ensino fundamental. Recomendam que as informações abordem tanto as transformações do corpo quanto os aspectos sociais e culturais, por exemplo, que envolvem a sexualidade. Os PCNs são claros ao afirmar que os aspectos biológicos do tema não devem ser os únicos tratados nas aulas.
Apesar de tudo isso, os especialistas afirmam que a educação sexual nas escolas brasileiras está longe do modelo ideal. Coletivamente, a educação sexual deve ser abordada a partir do 5° ano do ensino fundamental. Mas antes disso deve ser abordada individualmente, de acordo com a curiosidade de cada criança, opina Cláudia Bonfim, doutora e pesquisadora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O mais importante para Cláudia, que é também vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Sexual (Abrades), é ampliar a abordagem feita hoje na escola e pela sociedade, que banalizou o tema na visão dela. Quando se fala do tema na escola é sempre sobre as doenças sexualmente transmissíveis, a gravidez indesejada, comenta.
Para ela, é preciso mostrar aos estudantes, além disso, que a sexualidade faz parte da natureza e da cultura do ser humano. Precisamos abordá-la de forma natural, conscientizando os adolescentes que ela exige maturidade física, psicológica e tem tempo certo para acontecer, afirma.
Além disso, é importante que a educação sexual seja trabalhada por todas as escolas. A criança e o adolescente têm direito à saúde e à educação. Para isso, eles precisam de informação. Precisamos desmistificar a educação sexual. Falar disso, não é falar de sexo explícito, ressalta a professora do Departamento de Enfermagem da Universidade de Brasília, Regina Griboski. Ela lembra que os conhecimentos sejam repassados aos estudantes de acordo com a maturidade deles. E defende a participação familiar nessa tarefa de orientação.
Resistências e entraves 
Para que a educação sexual seja uma realidade nas escolas brasileiras, é preciso superar a resistência da sociedade e a falta de preparo dos educadores. A família condicionada pela visão histórica da sociedade patriarcal e dogmática, não tem, em sua maioria, contribuído para a educação sexual, critica Cláudia. A especialista ressalta que muitas famílias preferem ignorar o tema em casa. A família precisa se reeducar também, diz.
Para Cláudia, a sociedade tem de reconstruir valores: acabar com o preconceito, combater a homofobia, rediscutir os papéis do homem e da mulher no mundo. Por isso, as mudanças na escolas e nas famílias são tão necessárias. Ao mesmo tempo em que o país precisa criar políticas específicas para a área, precisamos investir na formação do professor. Esse é um entrave para a entrada do tema nos currículos, completa Rejane.
Durante o doutorado na Unicamp, Cláudia analisou a formação dos professores da educação básica e constatou: eles não estão preparados para lidar com a educação sexual de forma completa em sala de aula. Durante a graduação, eles são formados apenas sobre os aspectos biológicos. As dimensões psicológicas e sociais que envolvem o tema são colocadas de lado.
A especialista defende a necessidade de se criar disciplinas sobre o assunto para professores de Biologia, Pedagogia e Licenciaturas antes mesmo de incluí-las nos currículos dos alunos. Não podemos desconsiderar a importância do conteúdo biológico, que é fundamental. Mas ele não é suficiente para superar as problemáticas atuais da sociedade, comenta.
    Priscilla Borges, iG Brasília | 

    Escolas e Colegas São Hostis a Homossexuais, Aponta Pesquisa

    Travestis não podem usar nome feminino e frequentar o banheiro das mulheres

    Agência Brasil | 

    Travestis não podem usar nome feminino e frequentar o banheiro das mulheres

    Agência Brasil | 

    Travestis não podem usar nome feminino e frequentar o banheiro das mulheres

    Agência Brasil | 
    As escolas brasileiras são hostis aos homossexuais e o tema da sexualidade continua sendo pouco discutido nas salas de aula. Essas são as principais constatações da pesquisa Homofobia nas Escolas, realizada em 11 capitais brasileiras pela organização não governamental Reprolatina, com apoio do Ministério da Educação.

    "A homofobia é negada pelo discurso de que não existe estudantes LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e travestis] na escola. Mas quando a gente ia conversar com os estudantes, a percepção, em relação aos colegas LGBT, era outra", contou uma das pesquisadoras, Magda Chinaglia.

    Parte dos dados, com destaque sobre a situação na cidade do Rio, foi divulgada nesta segunda-feira, dia 4, na própria capital. Os dados completos, com informações sobre a visita a 44 escolas de todas as regiões do país e trechos de 236 entrevistas feitas com professores, coordenadores de ensino, alunos do 6º ao 9º ano, além de funcionários da rede, devem ser divulgados até o final do ano.

    De acordo com a pesquisa, os homossexuais são bastante reprimidos no ambiente escolar, onde qualquer comportamento diferenciado "interfere nas normas disciplinares da escola". "Ouvimos muito que as pessoas não se dão ao respeito. Então, os LGBT têm que se conter, não podem [se mostrar], é melhor não se mostrarem para serem respeitados", contou a pesquisadora.

    No caso dos travestis, a situação é mais grave. Além da invisibilidade, fenômeno que faz com que os alunos e as alunas homossexuais não sejam reconhecidos, nenhuma escola autorizava o uso do nome social (feminino) e tampouco o uso do banheiro de mulheres. "Os travestis não estão nas escolas. A escola exige uniforme, não deixa os meninos usarem maquiagem. Os casos de evasão são por causa dessas regras rígidas", explicou Magda.

    De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Marjorie Marchi, que assistiu à divulgação dos dados, é principalmente a exclusão educacional que leva muitos travestis à prostituição. "Aquele quadro do travesti exposto ali na esquina é o resultado da falta da escola. Da exclusão", disse.

    Em relação à educação sexual, os professores alegam que o tema não é muito discutido porque as famílias podem não aprovar a abordagem. "Existe um temor da reação desfavorável das famílias, Mas isso é o que eles [os professores] dizem", afirmou Magda. "Os estudantes não colocam a família como um problema. Aqui, cabe outra pesquisa para saber se as famílias interferem", completou.

    A pesquisa não analisou especificamente os casos de violência, embora os especialistas tenham citado a ocorrência de brigas motivadas pela orientação sexual da vítima e colhido inúmeros relatos de episódios de homofobia. O objetivo é que o documento auxilie Estados e municípios a desenvolver políticas públicas para essa população.

    No Rio, as secretarias estaduais de Assistência Social e de Educação trabalham juntas num projeto de capacitação de professores multiplicadores em direitos humanos com foco no combate à homofobia. A meta é capacitar cerca de 8 mil dos 75 mil professores da rede até 2014.

    Especialistas Defendem Educação Sexual contra pornografia

    Por BBC Brasil | 21/09/2013

    Para professora da Universidade de Middlesex, educação sexual abre espaço para questões e reduz apetite por material explícito.

    Pais sempre se preocuparam com a possibilidade de seus filhos acessarem material e imagens inapropriados na internet, mas a popularização dos smartphones e dos tablets significa que os pais têm cada vez menos controle sobre as atividades online dos filhos.
    No que se refere às atitudes dos adolescentes diante da pornografia online, a educação sexual na escola seria a chave para afastá-los do risco?
    A especialista Miranda Horvarth, professora de psicologia da Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha, e autora de um recente estudo sobre o tema, acredita que sim.
    Para ela, a educação sexual nas escolas seria um primeiro passo fundamental para fazer com que as crianças falem mais sobre sexo e relacionamentos, o que poderia reduzir o apetite delas por materiais sexualmente explícitos.
    Segundo a pesquisa coordenada por Horvarth, a pornografia influencia as atitudes dos adolescentes em relação ao sexo e aos relacionamentos e pode levar os jovens a se iniciar sexualmente mais cedo.
    A pesquisa mostra que meninos e jovens do sexo masculino procuram pornografia muito mais que as meninas e as jovens do sexo feminino. As mulheres têm mais chances de serem expostas à pornografia de forma não intencional.
    As motivações para acessar conteúdo pornigráfico incluem curiosidade, prazer, influência dos pares e como fonte de informação.
    Espaço para questões
    BBC
    Internet tornou mais fácil o acesso de material pornográfico por crianças e adolescentes
    Horvarth diz que a chave para evitar a influência negativa da pornografia é prover às crianças e aos adolescentes um espaço para que eles formulem questões sobre pornografia e falem sobre suas experiências.
    "Os jovens têm muito a dizer sobre o tema", diz. Segundo ela, as aulas de educação sexual "não deveriam fazer juízo de valor".
    Mark Limmer, professor de Saúde Pública na Universidade de Lancaster, também na Grã-Bretanha, concorda que a educação sexual e de relacionamentos nas escolas poderia passar mensagens positivas sobre sexo.
    "Precisamos que as crianças e os jovens entendam que o sexo tem lugar em um relacionamento, que é prazeiroso e íntimo. As escolas deveriam adotar uma perspectiva saudável sobre isso", diz.
    "De certa forma, estamos sempre dizendo às crianças: 'Não faça isso'... Deveríamos ajudá-las e apoiá-las em vez de dizer não faça isso", afirma.
    Ele sugere que meninos e meninas podem ser atraídos para a pornografia se suas questões sobre sexo e relacionamentos não são respondidas na sala de aula, da mesma maneira que mensagens fortes sobre o fumo podem estimulá-las, ao invés de desestimulá-las, a provar o cigarro.
    Ele diz que isso deveria começar com aulas sobre igualdade de gênero na pré-escola e com conversas diferentes sobre sexo.
    "Se acertamos com isso no começo, as conversas depois ficam mais fáceis", diz Limmer.
    Partes do corpo
    Lucy Emmerson, da ONG Sex Education Forum, diz que "aprender sobre essas questões pode dar condições aos jovens de estar mais no controle e reduz as chances de que eles procurem respostas sobre sexo e relacionamento em outros lugares".
    Em sua opinião, tudo deve começar ensinando às crianças de escolas primárias os nomes corretos das partes de seus corpos, para que os adultos possam se sentir mais confortáveis em conversar com elas sobre isso.
    As crianças deveriam então aprender sobre o que é legal e o que é ilegal e também sobre os perigos de atitudes como o chamado "sexting" - o envio de mensagens e imagens explícitas por telefones celulares.
    "É muito importante ser proativo. Não podemos esperar que eles encontrem pornografia. Em vez disso, é melhor conversar sobre o assunto abertamente", diz.

      quarta-feira, 24 de julho de 2013

      Grã-Bretanha Proibirá Pornografia que Simula Estupro

      BBC Brasil
      Busca por site pornô - Foto: BBC
      Premiê britânico segue passos já adotados pela Escócia
      Todos os lares da Grã-Bretanha terão o acesso a sites de pornografia bloqueados por seu provedor de internet, a menos que escolham acessá-los, segundo anúncio que o primeiro-ministro, David Cameron, fará em breve.
      Além disso, Cameron tornará ilegal a posse de pornografia online mostrando imitações de estupro, colocando Inglaterra e País de Gales em linha com a Escócia, onde já havia legislação neste sentido.
      O ministro adiantou as medidas em uma entrevista à BBC neste domingo.
      Em discurso, o primeiro-ministro afirmará que o acesso à pornografia online está "corroendo a infância".
      As medidas serão aplicadas para clientes existentes e novos dos provedores -
      e caberá a estes aplicar as barreiras.
      Filtros serão ativados automaticamente para todos os novos clientes, embora eles possam optar por desligá-los.
      Milhões de usuários de computadores serão contactados pelos seus provedores de internet e informarão se querem ativar filtros para evitar que seus filhos acessem material inadequado.

      'Corrosão da infância'

      "Eu quero falar do impacto da internet sobre a inocência de nossas crianças e sobre como a pornografia online está corroendo a infância... E como, nos cantos mais escuros da internet, há coisas acontecendo que são um perigo direto para os nossos filhos, o que deve ser erradicado."
      "Eu não estou fazendo este discurso por moralismo ou alarmismo, mas porque sinto, profundamente, como político e como pai, que o tempo para a ação chegou. Isto é, simplesmente, proteger os nossos filhos e sua inocência. "

      Cameron anunciará que a posse de pornografia online retratando estupro será considerada ilegal.
      Ele também pedirá que páginas de alerta apareçam quando as pessoas tentarem procurar conteúdo ilegal.
      A legislação em vigor apenas proíbe a publicação - em papel - de representações pornográficas de estupro, e não a posse.

      'Estupro pornô'

      A iniciativa foi bem recebida por grupos e acadêmicos que fazem campanha pela proibição do "estupro pornô" de mulheres.
      Holly Dustin, diretora da ONG End Violence Against Women Coalition, disse que o grupo estava "encantado".

      "A coligação do governo se comprometeu a evitar o abuso de mulheres e meninas. E, para isso, é fundamental enfrentar uma cultura que glorifica o abuso", disse ela.
      "O próximo passo é trabalhar com especialistas para garantir a elaboração cuidadosa da lei e um financiamento adequado para garantir a lei seja cumprida integralmente."

      sexta-feira, 28 de junho de 2013

      Melhorar a Vida dos brasileiros é importante, Mas Precisamos Valorizar Mais a Vida.

      Luiz Fernando Paes

      O Brasil tem conseguido avançar e melhorar as condições
      das pessoas menos favorecidas, diminuição da mortalidade infantil, acesso a bens de consumo essenciais entre outros. Enfim os pobres estão menos pobres. 

      Em países desenvolvidos como os Estados Unidos,   a diferença entre as classes sociais tem se acentuado desde a  década de 70,  conforme pesquisa do congresso, 1% dos ricos americanos, tiveram suas rendas aumentadas em 300% entre 1979 e 2009.

      O motivo do aumento da diferença entre ricos e pobres, nos Estados Unidos é devido impostos  recaem para as pessoas menos favorecidas, que pagam proporcionalmente mais impostos.

      A elite americana que tem um forte influencia politica, apoiada pelo partido republicano, mais conservador, evita aumentar os impostos dos mais ricos,
      e para  diminuir os gastos públicos,  cortam gastos  em  programas sociais, ao contrário da proposta do Presidente Obama, que prefere um aumento de impostos para os mais ricos.



       No Brasil,a classe média aumentou 50% desde o ano   2000 e 28 milhões de pessoas saíram da pobreza   extrema.

      O aumento do salário mínimo, o bolsa família, estão sendo fundamentais para que o  Brasil tenha mais igualdade social além de mais acesso das pessoas mais humildes  a universidade,  contribui para que as pessoas sejam mais produtivas e melhorem o PIB brasileiro.


      Porém, uma das prioridades para a melhoria da dignidade dos brasileiros:  mais valorização da vida.

      A violência é citada em todas as  pesquisas como a principal preocupação do Brasileiro, cuja principal vítima é o o adolescente e o jovem, das populações mais humildes.

      Os acidentes de transito, principalmente  de motos, tem tirado a vida de tantos brasileiros.

      O crescimento econômico sustentável é o sonho de todos nós brasileiros, desde que traga qualidade de vida para todos e que venha acompanhado por esforços de toda a sociedade em tornar-lo  menos violento.  

       
       

      sábado, 15 de junho de 2013

      Generosidade é a Medida de Nossa Felicidade e Satisfação de Viver

      Luiz Fernando Paes

      O  ato de alguém estender suas mãos  tem um significado importante na vida das pessoas, é o que nos faz mais humano.

      Estender as mãos é estar pronto para ajudar o outro em suas necessidades e assim faze-lo também mais humano, em seu momento de desespero, recupera sua esperança na humanidade.

      Os seres humanos que marcaram a história foram extremamente generosos, é o caso de Ghandi, que libertou seu povo sem derramar uma gota de sangue.

      Quanta generosidade de Betinho, o "Irmão do Henfil" , que dedicou sua vida a lutar pela erradicação da fo
      me no Brasil.

      É talvez por isso que a lei maior do cristão seja "amar ao próximo como a ti mesmo" ou a fé sem obras é morta, e também um grande santo  " quem tira dos pobres para  enriquecer-se, não tem direito a felicidade".

      Triste é aquele que tem as duas mão estendidas, mas receber, mesmo com a barriga cheia, e conta bancaria "gorda".

      A felicidade que você tem é proporcional ao tamanho de sua vontade de dividir com o outro, esta lei divina é universal e incontestável.

      quinta-feira, 13 de junho de 2013

      Não Podemos Ser Uma Fraude






      Luiz Fernando Paes



      Os adultos tem se manifestado de varias formas sobre o comportamento das crianças, dos adolescentes e dos jovens, no entanto podemos dizer que o comportamento daqueles que deveriam dar o exemplo, e contribuir de forma significativa para a formação das gerações seguintes.

      Fala-se muito em crise econômica, mas a origem de todas as crises tem sua gênese na mudança dos valores ou melhor, na falta dele.



      Afinal não são os adultos que governam o pais, algumas grandes empresas, banqueiros, investidores e que estão constantemente sendo investigados por ações ilícitas, que tanto lesam a sociedade?



      Como podemos exigir dos outros comportamentos éticos quando muitas vezes não agimos de forma correta frente a tantas situações diárias?



      Podemos observar pessoas que são ótimas como pais, mas que no ambiente social ou no trabalho

      são verdadeiras fraudes ambulantes, fingindo ser o que não são ou buscando o poder e o lucro a todo custo.



      Outras pessoas são extremamente gentis e honestas, mas quando estão em casa se tornam agressivas e arrogantes, faltando com respeito com todos e muitas vezes se orgulhando de ter casos extraconjugais.



      Estamos em um tempo em que propõe homenagear as pessoas sinceras competentes, porém devemos lembrar que tais comportamentos não são méritos, deveriam ser a atitude mais comuns a qualquer cidadão ou cidadã, quando se espera que tenhamos uma sociedade mais justa e solidária.