Luiz Fernando Paes
Dois fatos marcantes nos dois primeiros meses do ano de 2016 com relação ao aborto.
Um fato é microcefálite e sua relação com Zica, e formação fetal. O outro, o relacionamento do ex presidente Fernando Henrique Cardoso e as declarações de sua amante, sobre os abortos feitos por ela, com pagamento do político.
Em questão da doença Zica expõe de forma visceral a questão da falta de diálogo da sociedade em relação a temática, todo o tabu que envolve, além do machismo brasileiro, que coloca o papel do homem longe das questões envolvendo saúde sexual e reprodutiva, como se o homem não fosse parte deste processo.
No caso do ex presidente, é um caso que simboliza a hipocrisia social, pois mostra o que nós já sabemos, os ricos fazem aborto sem qualquer problema, seja financeiro, de saúde. As pessoas pobres também praticam o aborto, mas correm risco de morte, perda da saúde ou de serem presas.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Fidelidade e felicidade
Luiz Fernando Paes
Em nossa sociedade contemporânea, as formas de viver e pensar o amor, se tornaram infinitas, estão em constante movimento.
Mari tem dois maridos. Cada um mora três ou quatro dias na casa dela. Eles sabem dessa situação e não se importam. Além destes relacionamentos ela diz que continua amando um terceiro, seu amante.
Nas sociedades patriarcais como a nossa, sempre houve um padrão duplo de moral. A infidelidade, apesar de condenada pela Igreja, foi aceita socialmente para o homem.
Após a revolução sexual iniciada na década de 60, as mulheres ocidentais passaram a considerar seus direitos iguais aos dos homens e o sexo extraconjugal passou a fazer parte de suas vidas.
A pílula anticoncepcional permitiu que elas só engravidassem se quisessem e de quem quisessem, embora seu acesso sempre foi restrito apenas a algumas mulheres.
Entre outras mudanças que ocorressem para estas alterações comportamentais, quebra de tabus, diminuição da religiosidade e poder das igrejas sobre a população, as mulheres passaram a trabalhar fora de casa, gerando maior independência econômica, maior discussão sobre o papel social feminino entre outros.
A poligamia existe em 84% das sociedades humanas. Um imperador do Marrocos foi até agora o homem que teve o maior harém. O livro Guiness dos recordes relata que ele teve 888 filhos com suas esposas.
Alguns Imperadores chineses tiveram relações sexuais com mais de mil mulheres. Elas participavam de um rodízio cuidadoso, que as colocava no quarto do imperador quando estavam no período fértil.
Na África Ocidental a poligamia é muito comum. Os homens mais velhos têm duas ou três mulheres ao mesmo tempo.
O contra ponto de toda a questão relacionada a fidelidade é a questão de pessoas que se dedicam a um único relacionamento.
Dentre os vários fatores que determinaram o sucesso dos seres humanos no planeta, um dos mais importantes é o cuidado com os filhos, como defesa, alimentação. habitação entre outros.
Mas o mais importante é refletir sobre como as relações de pessoas que se dizem monogâmicas se desenrolam. Partindo do principio que toda relação, para que de certo, demanda uma grande quantidade de energia. de diálogo, é difícil de entender como pessoas que constituem um lar podem almejar a felicidade, se envolvendo em casos extraconjugais, mesmo com toda a complexidade que uma relação afetiva.
Em uma relação monogâmica, em em que um dos dois trai, o sofrimento do outro se transforma em ressentimento que, em em um período de tempo, terminará com uma separação dolorosa para todos.
O comportamento das pessoal em relação ao relacionamento amoroso e sexual tem se mostrado cada vez mais fluído. O encontro sexual tem acontecido cada vez mais cedo, ou seja, no primeiro encontro.
Longe de interpretar os comportamentos atuais por uma visão moralista, a questão é que, os relacionamentos estão cada vez mais curtos, o que os mais antigos diriam, fogo de palha, acende rápido, fogo ardente mas em segundos acaba.
Dentre os vários fatores que determinaram o sucesso dos seres humanos no planeta, um dos mais importantes é o cuidado com os filhos, como defesa, alimentação. habitação entre outros.
Mas o mais importante é refletir sobre como as relações de pessoas que se dizem monogâmicas se desenrolam. Partindo do principio que toda relação, para que de certo, demanda uma grande quantidade de energia. de diálogo, é difícil de entender como pessoas que constituem um lar podem almejar a felicidade, se envolvendo em casos extraconjugais, mesmo com toda a complexidade que uma relação afetiva.
Em uma relação monogâmica, em em que um dos dois trai, o sofrimento do outro se transforma em ressentimento que, em em um período de tempo, terminará com uma separação dolorosa para todos.
O comportamento das pessoal em relação ao relacionamento amoroso e sexual tem se mostrado cada vez mais fluído. O encontro sexual tem acontecido cada vez mais cedo, ou seja, no primeiro encontro.
Longe de interpretar os comportamentos atuais por uma visão moralista, a questão é que, os relacionamentos estão cada vez mais curtos, o que os mais antigos diriam, fogo de palha, acende rápido, fogo ardente mas em segundos acaba.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Muitas vezes, nossos maiores inimigos somos nos mesmos
Luiz Fernando Paes
As dificuldades dos seres humanos em lidar com seus próprios sentimentos, com o sofrimento diário, nos leva a interpretar o mundo de uma forma distorcida, como alguém que tem a visão normal, mas utiliza de um óculos de míope para enxergar.
Tais pessoas, que não são poucas, colocam mais empecilhos, barreiras, além das que já normalmente existem, para realizar suas tarefas cotidianas.
Em seu livro a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), descreve sua experincia com pacientes que necessitam de ser diagnosticado com uma doença mesmo sem te-la: "Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo."
Precisamos estar atentos aos nossos sentimentos e sensações, pois nosso cérebro é mais poderoso que se pode imaginar, a ponto de eu considerar a teoria que o corpo e parte do cérebro e não o contrário.
Outra questão que considero importante para uma reflexão mais profunda é que, se já que vivemos em um mundo violento e algumas vezes deparamos com situações de perigo, avaliar a situação mais próximo do real, nos ajuda a tomar a decisão mais apropriada, e não entrarmos em panico.
Uma tendencia comum é exagerarmos em uma análise mais pessimista, o que nos impede de tirar conclusões mais apropriadas.
O medo de animais também gera situações de desconforto desnecessária em muitos casos, um exemplo é pavor que algumas pessoas tem de bichos inofensivos, como a lagartixa doméstica. Fazem do bicho um monstro, como uma senhora contou-me que a vizinha foi envenenada com uma lagartixa que caiu no feijão que comia. Eu questionei-a por que se podemos deparar em nossas casas, com uma cobra peçonhenta, uma aranha armadeira ou escorpião, por que nossa mente tem de criar mais "monstros" do que os que já nos incomodam?
Pessoas, mesmo que de boa escolaridade, não questionam seus medos, não buscam informações mais precisas, talvez por que seria mais fácil pensar nas falsa ameaças do que enfrentar o que realmente nos incomodam e ameaçam?
As dificuldades dos seres humanos em lidar com seus próprios sentimentos, com o sofrimento diário, nos leva a interpretar o mundo de uma forma distorcida, como alguém que tem a visão normal, mas utiliza de um óculos de míope para enxergar.
Tais pessoas, que não são poucas, colocam mais empecilhos, barreiras, além das que já normalmente existem, para realizar suas tarefas cotidianas.
Em seu livro a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), descreve sua experincia com pacientes que necessitam de ser diagnosticado com uma doença mesmo sem te-la: "Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo."
Precisamos estar atentos aos nossos sentimentos e sensações, pois nosso cérebro é mais poderoso que se pode imaginar, a ponto de eu considerar a teoria que o corpo e parte do cérebro e não o contrário.
Outra questão que considero importante para uma reflexão mais profunda é que, se já que vivemos em um mundo violento e algumas vezes deparamos com situações de perigo, avaliar a situação mais próximo do real, nos ajuda a tomar a decisão mais apropriada, e não entrarmos em panico.
Uma tendencia comum é exagerarmos em uma análise mais pessimista, o que nos impede de tirar conclusões mais apropriadas.
O medo de animais também gera situações de desconforto desnecessária em muitos casos, um exemplo é pavor que algumas pessoas tem de bichos inofensivos, como a lagartixa doméstica. Fazem do bicho um monstro, como uma senhora contou-me que a vizinha foi envenenada com uma lagartixa que caiu no feijão que comia. Eu questionei-a por que se podemos deparar em nossas casas, com uma cobra peçonhenta, uma aranha armadeira ou escorpião, por que nossa mente tem de criar mais "monstros" do que os que já nos incomodam?
Pessoas, mesmo que de boa escolaridade, não questionam seus medos, não buscam informações mais precisas, talvez por que seria mais fácil pensar nas falsa ameaças do que enfrentar o que realmente nos incomodam e ameaçam?
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Brasileiros realmente admiram a França e o povo francês
Luiz Fernando Paes
Os valores franceses causam admiração dos brasileiros, como sua fé na democracia, na forma como fazem política. Podem imaginar um país onde alguns políticos, como prefeito de uma região de Paris, não recebem salário nem mordomias? Pude ver um prefeito de uma cidade francesa, próxima de lyon, realizar um casamento num sábado a tarde.
O espírito de tolerância, também prevalesse. O interesse público, o bem coletivo sobrepõe ao particular, aplicação responsável dos recursos públicos.
Paga-se muito imposto, mas os serviços oferecidos pelo governo são de qualidade, por isso as pessoas não se revoltam.
Os índices de assassinatos são baixíssimos, como em quase toda a Europa. Valoriza-se muito a vida.
Se a Inglaterra foi a responsável pela revolução industrial,a França marcou seu espaço na historia por contrapor o absolutismo das monarquias. A revolução de 1789, o século das luzes, modelo que incentivou e inspirou a independência de diversas nações por todo mundo, enfim dos valores do iluminismo. Respeito aos valores republicanos, presentes em sua cultura, visão de mundo e na pratica diária.
O laicismo também é um componente importante neste povo. A proibição do véu islâmico em prédios públicos é uma decisão sobre a laicidade da nação. Não há imposição de religião as pessoas, nas escolas em órgãos do governo. Situação diferente acontece no Brasil, que apesar do estado se declarar laico, existem muitos feriados religiosos, tenta-se colocar aula de religião nas escolas, e sabemos que políticos fazem cultos religiosos até na câmara dos deputados, símbolo do poder público federal.
Berço de grande pensadores, escritores, filmes que além de qualidade, muitos conseguem fugir do clichês hollywoodianos.
A França é consagrada por defender a liberdade, pela proteção e respeito as minorias, além de ampliar os direitos humanos.
Tomara que com os ataques a Paris, em novembro desse ano, não aconteça um retrocesso em relação a todo esse processo de valorização da liberdade na historia francesa, rompendo o delicado equilíbrio entre liberdade e segurança, como vimos acontecer no atentado de 11 de setembro nos E.U.A, quando se restringiu os direitos das pessoas à liberdade, com o Ato Patriota, declarado pelo então presidente George Bush, que a partir desse ataque as Torres Gêmeas, usou como pretexto para agir fora das convenções internacionais.
O ataque a Paris não pode justificar uma declaração de guerra brutal na Síria e no Iraque, pois sabemos que as principais vitimas serão civis indefesos, como mulheres, crianças e idosos.
A maioria dos muçulmanos são tão pacíficos como de qualquer outra religião, não existe guerra santa, são mortes de indefesos que não pode ser justificada por motivo algum, por nenhum deus.
Vingança e ódio não podem ofuscar uma nação e apagar seu brilho.
Queremos, como muitas outras nações, continuar admirando todo os valores construídos ao longo de anos pelos franceses, e acreditamos que, embora tenhamos de conviver com a morte de 129 inocentes dos atentados recentes, a França continue sendo o exemplo a ser seguidos por outras nações por sua integridade e valorização da vida.
Os valores franceses causam admiração dos brasileiros, como sua fé na democracia, na forma como fazem política. Podem imaginar um país onde alguns políticos, como prefeito de uma região de Paris, não recebem salário nem mordomias? Pude ver um prefeito de uma cidade francesa, próxima de lyon, realizar um casamento num sábado a tarde.
O espírito de tolerância, também prevalesse. O interesse público, o bem coletivo sobrepõe ao particular, aplicação responsável dos recursos públicos.
Paga-se muito imposto, mas os serviços oferecidos pelo governo são de qualidade, por isso as pessoas não se revoltam.
Os índices de assassinatos são baixíssimos, como em quase toda a Europa. Valoriza-se muito a vida.
Se a Inglaterra foi a responsável pela revolução industrial,a França marcou seu espaço na historia por contrapor o absolutismo das monarquias. A revolução de 1789, o século das luzes, modelo que incentivou e inspirou a independência de diversas nações por todo mundo, enfim dos valores do iluminismo. Respeito aos valores republicanos, presentes em sua cultura, visão de mundo e na pratica diária.
O laicismo também é um componente importante neste povo. A proibição do véu islâmico em prédios públicos é uma decisão sobre a laicidade da nação. Não há imposição de religião as pessoas, nas escolas em órgãos do governo. Situação diferente acontece no Brasil, que apesar do estado se declarar laico, existem muitos feriados religiosos, tenta-se colocar aula de religião nas escolas, e sabemos que políticos fazem cultos religiosos até na câmara dos deputados, símbolo do poder público federal.
Berço de grande pensadores, escritores, filmes que além de qualidade, muitos conseguem fugir do clichês hollywoodianos.
A França é consagrada por defender a liberdade, pela proteção e respeito as minorias, além de ampliar os direitos humanos.
Tomara que com os ataques a Paris, em novembro desse ano, não aconteça um retrocesso em relação a todo esse processo de valorização da liberdade na historia francesa, rompendo o delicado equilíbrio entre liberdade e segurança, como vimos acontecer no atentado de 11 de setembro nos E.U.A, quando se restringiu os direitos das pessoas à liberdade, com o Ato Patriota, declarado pelo então presidente George Bush, que a partir desse ataque as Torres Gêmeas, usou como pretexto para agir fora das convenções internacionais.
O ataque a Paris não pode justificar uma declaração de guerra brutal na Síria e no Iraque, pois sabemos que as principais vitimas serão civis indefesos, como mulheres, crianças e idosos.
A maioria dos muçulmanos são tão pacíficos como de qualquer outra religião, não existe guerra santa, são mortes de indefesos que não pode ser justificada por motivo algum, por nenhum deus.
Vingança e ódio não podem ofuscar uma nação e apagar seu brilho.
Que os franceses não façam como o governo norte americano, com mentiras e falsidade, semeando o ódio entre o povo norte americano contra religiões. Más lembranças do massacre aos vietnamitas e milhares de jovens soldados norte americanos, o ataque ao Kwait mais recentemente e ao Iraque, com o pretexto de destruir armas químicas que nunca existiram.
Queremos, como muitas outras nações, continuar admirando todo os valores construídos ao longo de anos pelos franceses, e acreditamos que, embora tenhamos de conviver com a morte de 129 inocentes dos atentados recentes, a França continue sendo o exemplo a ser seguidos por outras nações por sua integridade e valorização da vida.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Quando Uma Nação é Efetivamente Uma Democracia Legitima? A PEC 215
Luiz Fernando Paes
A efetivação de uma democracia passa necessariamente por um governo forte ou pelo menos, que seja capaz de garantir o cumprimento das leis constitucionais ou que ela não seja modificada para
atender ao interesse de pequenos grupos, mas com grande poder econômico e politico.
Nos últimos anos, estamos vendo revogadas o direito de povos brasileiros historicamente esquecidos, que com a Constituinte de 1988 puderam ser contemplados.
Em uma democracia efetiva quem deveria ser escutado os índios, verdadeiros donos da terra ou banqueiros, madeireiros, ruralista ( ou o verdadeiro nome seria latifundiário) que tem como único objetivo o lucro fácil, a exploração e destruição da natureza?
Com a PEC 215 (PEC é Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, uma emenda à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal), Que na pratica representa uma brecha na lei para ação de lobistas de grupos poderosos defenderem seus interesses, que muitas vezes fere o direito de toda a população e coloca em risco um grande avanço da constituição promulgada em 1988, no qual estabelece que demarcação de terras indígenas seja feita pelo poder executivo ou seja, o governo federal.
Desde então, após a cosntituuição de 1988, muitas terras foram devolvidas aos seus verdadeiros donos, os índios, e está em andamento novos processos de devolução ( demarcação), que serão prejudicados, caso seja aprovada. a PEC 215
Com a PEC 215, passaria para o legislativo essa incumbência de votar pela demarcação ou não terras para a população indígena.
A grande questão levantada pela população brasileira mais esclarecida é que o legislativo passa por uma crise ética sem precedente. Nunca se legislou em causa própria como nos últimos anos. Conforme consta nos tribunais eleitorais, muitos dos deputados receberam dinheiro para suas campanhas politicas de empresas interessadas em terras indígenas, o que compromete a isenção ética necessária para o Câmara de deputados julgar a demarcação de terras.
Pela lógica histórica, além de serem os verdadeiros donos da terra, são os índios que sabem cuidar como ninguém dela. Para os índios, a terra é parte de sua própria identidade, sem ela não tem como sobreviverem, isso podemos observar no alto índice de suicídio entre os jovens indígenas, que veem sendo expulsos de suas terras há 515 anos . E por acaso estariam os grandes grupos econômicos se esquecendo que sem água e vegetação, não há com ter o agronegócio?
As grandes corporações devem ceder à sua ganancia desenfreada e pensar nas consequências da busca do lucro fácil e a qualquer custo, amenos que sejam totalmente acéfalos ou não vão deixar qualquer descendentes sobre a terra.
Site da comissão ca câmara federal sobre a PEC 215/ 2000 :http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/55a-legislatura/pec-215-00-demarcacao-de-terras-indigenas
A efetivação de uma democracia passa necessariamente por um governo forte ou pelo menos, que seja capaz de garantir o cumprimento das leis constitucionais ou que ela não seja modificada para
atender ao interesse de pequenos grupos, mas com grande poder econômico e politico.
Nos últimos anos, estamos vendo revogadas o direito de povos brasileiros historicamente esquecidos, que com a Constituinte de 1988 puderam ser contemplados.
Em uma democracia efetiva quem deveria ser escutado os índios, verdadeiros donos da terra ou banqueiros, madeireiros, ruralista ( ou o verdadeiro nome seria latifundiário) que tem como único objetivo o lucro fácil, a exploração e destruição da natureza?
Com a PEC 215 (PEC é Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, uma emenda à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal), Que na pratica representa uma brecha na lei para ação de lobistas de grupos poderosos defenderem seus interesses, que muitas vezes fere o direito de toda a população e coloca em risco um grande avanço da constituição promulgada em 1988, no qual estabelece que demarcação de terras indígenas seja feita pelo poder executivo ou seja, o governo federal.
Desde então, após a cosntituuição de 1988, muitas terras foram devolvidas aos seus verdadeiros donos, os índios, e está em andamento novos processos de devolução ( demarcação), que serão prejudicados, caso seja aprovada. a PEC 215
Com a PEC 215, passaria para o legislativo essa incumbência de votar pela demarcação ou não terras para a população indígena.
A grande questão levantada pela população brasileira mais esclarecida é que o legislativo passa por uma crise ética sem precedente. Nunca se legislou em causa própria como nos últimos anos. Conforme consta nos tribunais eleitorais, muitos dos deputados receberam dinheiro para suas campanhas politicas de empresas interessadas em terras indígenas, o que compromete a isenção ética necessária para o Câmara de deputados julgar a demarcação de terras.
Pela lógica histórica, além de serem os verdadeiros donos da terra, são os índios que sabem cuidar como ninguém dela. Para os índios, a terra é parte de sua própria identidade, sem ela não tem como sobreviverem, isso podemos observar no alto índice de suicídio entre os jovens indígenas, que veem sendo expulsos de suas terras há 515 anos . E por acaso estariam os grandes grupos econômicos se esquecendo que sem água e vegetação, não há com ter o agronegócio?
As grandes corporações devem ceder à sua ganancia desenfreada e pensar nas consequências da busca do lucro fácil e a qualquer custo, amenos que sejam totalmente acéfalos ou não vão deixar qualquer descendentes sobre a terra.
Site da comissão ca câmara federal sobre a PEC 215/ 2000 :http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/55a-legislatura/pec-215-00-demarcacao-de-terras-indigenas
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Brasil, pais Feliz?
Luiz Fernando Paes
Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil pela primeira vez, com o objetivo de ocupar a nova conquista da Coroa portuguesa, os navegantes ficaram vislumbrados com o que viram.
O primeiro impacto foi acharem que tinham chegado ao paraíso terrestre.
Deste momento em diante, começa a se delinear os contornos do que seria mais tarde, a nação brasileira.
Hoje, passados 515 anos, muitos traços desta época permanecem intactos, e marcaram definitivamente o perfil do "caráter" do brasileiro.
Uma dela é como foi distribuído o espaço e para quem foram dadas a terras, que se constituíram, ao longo do tempo em propriedades.
Grandes latifúndios se formaram, Famílias começaram a dominar o cenário politico e econômico, consolidando seu poder ao longo de todos esses anos, coordenados por um patriarca, chamado com orgulho de "coronel", influenciou a formação de instituições, politicas econômicas e sociais.
Os conflitos de interesse foram se consolidando entre o direito de poucas pessoas ou corporações a um grandes porções de terra e o direito da grande maioria possuir um pedaço pequeno de terra para plantar ou construir sua casa?
É interessante refletir que o Brasil tendo um dos maiores territórios do planeta, milhões de pessoas
não tem uma casa para morar, enquanto uma única pessoa é dona de 80 fazendas, algumas delas maiores que cidades.
Longas e antigas discussões se fazem em torno da questão sobre como seria este pais se não tivessem sido os portugueses a dominarem estas terras, visto que chegaram aqui também franceses, holandeses, na tentativa também terem suas partes de território.
A pergunta mais acertada a se fazer sobre o povo que ocupa outra terra seria qual o motivo da ocupação e nem tanto qual o povo. No caso brasileiro, a intenção de Portugal era de exploração de recursos naturais e mesmo para enviar para cá pessoas com problemas na justiça, órfãos entre outros,
Não consta que outras nações europeias tinhas intenções diferentes dos portugueses.
A ocupação do território ao norte do continente americano se deu de forma diferente, ingleses irlandeses, vinham da Europa fugindo de perseguição religiosa e enquanto na America do Sul, padres vieram ensinar prioritariamente a religião e em segundo plano, outros conhecimentos, no Norte, professores vinham para ensinar e preparar para a formação de uma nova nação e em segundo plano, a religião.
É muito interessante pensarmos em um pais multi étnico, que com o passar dos anos foi se tornando cada vez mais complexo culturalmente e muitas nações tem sua cumplicidade, em todos os aspectos de sua formação se juntaram aos índios nativos e africanos e portugueses.
Se no incio ela foi uma colonia de exploração, posteriormente, principalmente próximo ao século XVIII, o Brasil passou a receber pessoas de toda a Europa, Asia, por motivos variados, mas principalmente fome e guerra. exemplo Americana, Nossa Odessa e Santa Barbara, vindos dos E.U.A por motivos políticos e guerra separatista , Castro e Holambra vindos da holanda, Comunidade Helvétia (Indaiatuba) Suiços, Penedo vindo da Irlanda, Valinhos, Vinhedo, Itatiba e várias cidade do sul, Blumenau, Pomerode,Alemães,
Toda essa variedade étnica e cultural se incorporou na formação da nação brasileira, com suas contribuições na culinária, linguagem,dança, muitas entre tantas outras características.
www.Pesquisa.com
Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil pela primeira vez, com o objetivo de ocupar a nova conquista da Coroa portuguesa, os navegantes ficaram vislumbrados com o que viram.
O primeiro impacto foi acharem que tinham chegado ao paraíso terrestre.
Deste momento em diante, começa a se delinear os contornos do que seria mais tarde, a nação brasileira.
Hoje, passados 515 anos, muitos traços desta época permanecem intactos, e marcaram definitivamente o perfil do "caráter" do brasileiro.
Uma dela é como foi distribuído o espaço e para quem foram dadas a terras, que se constituíram, ao longo do tempo em propriedades.
Grandes latifúndios se formaram, Famílias começaram a dominar o cenário politico e econômico, consolidando seu poder ao longo de todos esses anos, coordenados por um patriarca, chamado com orgulho de "coronel", influenciou a formação de instituições, politicas econômicas e sociais.
Os conflitos de interesse foram se consolidando entre o direito de poucas pessoas ou corporações a um grandes porções de terra e o direito da grande maioria possuir um pedaço pequeno de terra para plantar ou construir sua casa?
É interessante refletir que o Brasil tendo um dos maiores territórios do planeta, milhões de pessoas
não tem uma casa para morar, enquanto uma única pessoa é dona de 80 fazendas, algumas delas maiores que cidades.
Longas e antigas discussões se fazem em torno da questão sobre como seria este pais se não tivessem sido os portugueses a dominarem estas terras, visto que chegaram aqui também franceses, holandeses, na tentativa também terem suas partes de território.
A pergunta mais acertada a se fazer sobre o povo que ocupa outra terra seria qual o motivo da ocupação e nem tanto qual o povo. No caso brasileiro, a intenção de Portugal era de exploração de recursos naturais e mesmo para enviar para cá pessoas com problemas na justiça, órfãos entre outros,
Não consta que outras nações europeias tinhas intenções diferentes dos portugueses.
A ocupação do território ao norte do continente americano se deu de forma diferente, ingleses irlandeses, vinham da Europa fugindo de perseguição religiosa e enquanto na America do Sul, padres vieram ensinar prioritariamente a religião e em segundo plano, outros conhecimentos, no Norte, professores vinham para ensinar e preparar para a formação de uma nova nação e em segundo plano, a religião.
É muito interessante pensarmos em um pais multi étnico, que com o passar dos anos foi se tornando cada vez mais complexo culturalmente e muitas nações tem sua cumplicidade, em todos os aspectos de sua formação se juntaram aos índios nativos e africanos e portugueses.
Se no incio ela foi uma colonia de exploração, posteriormente, principalmente próximo ao século XVIII, o Brasil passou a receber pessoas de toda a Europa, Asia, por motivos variados, mas principalmente fome e guerra. exemplo Americana, Nossa Odessa e Santa Barbara, vindos dos E.U.A por motivos políticos e guerra separatista , Castro e Holambra vindos da holanda, Comunidade Helvétia (Indaiatuba) Suiços, Penedo vindo da Irlanda, Valinhos, Vinhedo, Itatiba e várias cidade do sul, Blumenau, Pomerode,Alemães,
Toda essa variedade étnica e cultural se incorporou na formação da nação brasileira, com suas contribuições na culinária, linguagem,dança, muitas entre tantas outras características.
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O Café e a Imigração - Que História É Esta? Autor: Freitas, Sonia Maria de
Editora: Saraiva
Editora: Saraiva
Cem Anos de Imigração Japonesa - História , Memória e Arte Autor: Tanno, Janete Leiko; Okamoto, Monica Setuyo; Hashimoto, Francisco
Editora: UNESP
Editora: UNESP
Os Judeus no Brasil - Inquisição, Imigração e Identidade Autor: Grinberg, Keila
Editora: Civilização Brasileira
Editora: Civilização Brasileira
Sobô - Uma Saga da Imigração Japonesa Autor: Ishikawa, Tatsuzo
Editora: Ateliê
Editora: Ateliê
Atlas da Imigração Internacional de São Paulo 1850-1950 Autor: Bassanezi, Maria; Scott, Ana; Bacellar, Carlos A. Prado
Editora: UNESP
Editora: UNESP
Cartografias da Imigração - Interculturalidade e Políticas Públicas Autor: Jardim, Denise Fagundes
Editora: UFRGS
Editora: UFRGS
Políticas de Imigração na França e nos Estados Unidos Autor: Reis, Rossana Rocha
Editora: Hucitec
Editora: Hucitec
Sol Nascente - Um Relato Foto - Histórico - Geográfico da Imigração Japonesa Autor: Kuazaqui, Edmir; Kuazaqui, Edna
Editora: Marco Zero
Editora: Marco Zero
A Grande Emigração - O Êxodo dos Italianos do Vêneto para o Brasil Autor: Franzina, Emilio
Editora: UNICAMP
Editora: UNICAMP
A Imigração Italiana no Brasil - Coleção Que História É Esta ? Autor: Bertonha, Joao Fabio
Editora: Saraiva
Editora: Saraiva
A Política Portuguesa de Emigração - Coleção História Autor: Pereira, Mirian Halpern
Editora: EDUSC
Editora: EDUSC
História oral da imigração libanesa Autor: Gattaz, A. C.
Editora: Pontocom
Editora: Pontocom
História oral de Chilenos em Campinas Autor: Fernandez, V. P. R.
Editora: Pontocom
Editora: Pontocom
Centenário da Imigração Japonesa no Brasil Autor: Faccio, Matheus; Ohno, Massao
Editora: Larrouse Brasil
Editora: Larrouse Brasil
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
A CONSTRUÇÃO DA AUTO ESTIMA
LUIZ FERNANDO PAES
A construção da auto estima é extremamente interessante e compõe uma complexidade imensa de elementos psíquicos emocionais, culturais, antropológicos entre outros.
Fatores passivos e ativos se incorporam a formação psíquica da criança desde sua concepção.
O quanto ela é desejada já no ventre, como o tom da palavra que lhe é dirigida, sons afagos na barriga.
Fatores geográficos como onde nasceu e onde ira viver, um exemplo tipico: uma criança com dons especiais, terá mesma chance de se expressar, se tiver nascido e viver na Africa ou na Europa Ocidental?
Questões como sexo masculino e feminino, inserida em questões de gênero, favorecem um ou outro sexo, e já sabemos qual é o privilegiado.
Na primeira infância, a dependência de outras pessoas para nos dizer quem somos, quais nossas habilidades e de que somos capazes é quase que total, é uma reação quase que passiva à construção de nossa auto estima.
A medida que crescemos, nos tornamos mais um pouco mais independentes, Mais ativos quanto a descobrirmos quem somos no mundo e nossa importância.
A partir desta fase, podemos nos deixarmos influenciar em maior ou menor grau as pessoas com quem convivemos.
Qual a importância de lidarmos com maior autonomia com nossa auto estima?
Provavelmente a resposta mais ponderada seria nos importarmos mais com quem realmente se importa conosco e não nos aprofundarmos com aquelas que pouco nos conhece ou acumula sentimentos controversos em relação a nossa pessoa.
Isso não quer dizer que só ouviremos ou conviveremos com quem só fala bem de nós, aqueles aduladores, chamados baba ovo, comuns nos meios das "celebridades", que só servem para alimentar um ego frágil e que causa tanta deformação nas relações humanas. A construção de uma auto estima saudável passa, necessariamente, pela critica de nossas falhas, nos momentos adequados.
A construção da auto estima é extremamente interessante e compõe uma complexidade imensa de elementos psíquicos emocionais, culturais, antropológicos entre outros.
Fatores passivos e ativos se incorporam a formação psíquica da criança desde sua concepção.
O quanto ela é desejada já no ventre, como o tom da palavra que lhe é dirigida, sons afagos na barriga.
Fatores geográficos como onde nasceu e onde ira viver, um exemplo tipico: uma criança com dons especiais, terá mesma chance de se expressar, se tiver nascido e viver na Africa ou na Europa Ocidental?
Questões como sexo masculino e feminino, inserida em questões de gênero, favorecem um ou outro sexo, e já sabemos qual é o privilegiado.
Na primeira infância, a dependência de outras pessoas para nos dizer quem somos, quais nossas habilidades e de que somos capazes é quase que total, é uma reação quase que passiva à construção de nossa auto estima.
A medida que crescemos, nos tornamos mais um pouco mais independentes, Mais ativos quanto a descobrirmos quem somos no mundo e nossa importância.
A partir desta fase, podemos nos deixarmos influenciar em maior ou menor grau as pessoas com quem convivemos.
Qual a importância de lidarmos com maior autonomia com nossa auto estima?
Provavelmente a resposta mais ponderada seria nos importarmos mais com quem realmente se importa conosco e não nos aprofundarmos com aquelas que pouco nos conhece ou acumula sentimentos controversos em relação a nossa pessoa.
Isso não quer dizer que só ouviremos ou conviveremos com quem só fala bem de nós, aqueles aduladores, chamados baba ovo, comuns nos meios das "celebridades", que só servem para alimentar um ego frágil e que causa tanta deformação nas relações humanas. A construção de uma auto estima saudável passa, necessariamente, pela critica de nossas falhas, nos momentos adequados.
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