Luiz Fernando Paes
Para os próximos anos, existe uma projeção alarmante: metade dos postos de trabalho das nações desenvolvidas ou em desenvolvimento serão ocupadas por robôs ou "maquinas inteligentes".
Provavelmente, aqueles que menos sofrerão impacto em suas profissões serão aqueles que fazem coisas que as máquinas não podem fazer ou seja, interação social.
A capacidade de interagir com o outro, fazer amizade fora das redes sociais, já é tida como uma vantagem profissional.
Como o(a) jovem pode adquirir essa habilidade? Saindo do conforto do quarto
terça-feira, 22 de março de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
Cuidado, eleições a vista, os bajuladores do poder e do dinheiro estão de olho em seu voto
Luiz Fernando Paes
A candidatura do milionário Donald Trump a presidência dos E.U.A, tem preocupado não só os norte americanos, como uma boa parte do mundo. Um trecho de uma reportagem do Jornal britânico The Guardian, de Thomas Frank, do dia 8 de março de 2016 fala um pouco sobre estas preocupações:
A candidatura do milionário Donald Trump a presidência dos E.U.A, tem preocupado não só os norte americanos, como uma boa parte do mundo. Um trecho de uma reportagem do Jornal britânico The Guardian, de Thomas Frank, do dia 8 de março de 2016 fala um pouco sobre estas preocupações:
" O homem é um palhaço que insulta sistematicamente grupos étnicos americanos e ofendeu um de cada vez. Ele quer deportar milhões e milhões de imigrantes indocumentados. Ele quer impedir os muçulmanos de visitar os Estados Unidos. Ele admira vários ditadores, e chegou mesmo a reenviada uma citação de Mussolini. Este palhaço banhado a ouro, por sua vez tem o apoio entusiástico dos principais racistas de todo o espectro da intolerância, um mosaico lindo de inimigos, cada um deles tremendo entusiasmo com a perspectiva de conseguir uma verdadeira, irracional honesto adeus no Casa Branca."
Trump, um homem tão poderoso rico, tenta mostrar ao eleitorado que o responsável pela recessão norte americana, que se prolonga desde 2008, é o imigrante mexicano, que lhe tira o emprego, o muçulmano que é considerado por ele terrorista, e o chinês que ameaça a economia.
No Brasil, não é muito diferente. Homens sedentos de poder e dinheiro, se vestem de salvadores da pátria, e fazem discursos fáceis, e desafiadores, inclusive muitos já estão no poder a muitos anos, tentando desviar a atenção do povo para quem não são verdadeiros causadores de tantos males sociais.
Um provável candidato as eleições presidenciais no Brasil, já começa a se despontar como boas chances de concorrer ao cargo maior. Sua bandeira de marketing é preocupante. Em sua linguagem "bandido bom é bandido morto", além de se confrontar continuamente os direitos humanos, e dizer que em seu governo não haverá verbas para as instituições que defendem esses direitos.
É o cinismo levado ao extremo deste político, por que ninguém mais do que ele, sabe ou deveria saber dos problemas sociais que afligem a população,como a necessidade de politicas de combatam a pobreza, a péssima distribuição de renda são os verdadeiros vilões do desenvolvimento do pais, e também o resultados de muitos anos de políticas econômicas desastrosas.
Estamos vivendo momentos perigosos em todo o mundo, em especial no Brasil.
Aqui fabrica-se candidato, baseado em pesquisa para saber o que o povo deseja.
Esse terá como plataforma política em segurança pública, baseado em liberação de armas para a população, ao contrario dos países desenvolvidos, que conforme pesquisa de especialistas, aconselham aumentar o controle sobre as armas.
Isso significa diminuir a responsabilidade do estado, transferindo ainda mais para os cidadãos.
Provavelmente, outra retórica será o combate a corrupção.
Ai a situação se complica, como é a reputação de quem promete reverter a situação degradante que se encontra na política brasileira. Qual a sua história, o que ele já
apresentou, suas propostas de solução e projetos apresentou em sua longa carreira de deputado federal.
Estamos vivendo momentos perigosos em todo o mundo, em especial no Brasil.
Aqui fabrica-se candidato, baseado em pesquisa para saber o que o povo deseja.
Esse terá como plataforma política em segurança pública, baseado em liberação de armas para a população, ao contrario dos países desenvolvidos, que conforme pesquisa de especialistas, aconselham aumentar o controle sobre as armas.
Isso significa diminuir a responsabilidade do estado, transferindo ainda mais para os cidadãos.
Provavelmente, outra retórica será o combate a corrupção.
Ai a situação se complica, como é a reputação de quem promete reverter a situação degradante que se encontra na política brasileira. Qual a sua história, o que ele já
apresentou, suas propostas de solução e projetos apresentou em sua longa carreira de deputado federal.
Por que será que ele não luta por melhoria da educação saúde, e habitação de seus eleitores.
Essa pergunta é obvia e fácil de responder: ele vive confortavelmente em seu palácio, usa o melhor hospital do pais, também pago com o dinheiro do contribuinte e seus filhos estudam nas melhores escolas.
Falar a verdade não da voto.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Aborto, questão polêmica
Luiz Fernando Paes
Dois fatos marcantes nos dois primeiros meses do ano de 2016 com relação ao aborto.
Um fato é microcefálite e sua relação com Zica, e formação fetal. O outro, o relacionamento do ex presidente Fernando Henrique Cardoso e as declarações de sua amante, sobre os abortos feitos por ela, com pagamento do político.
Em questão da doença Zica expõe de forma visceral a questão da falta de diálogo da sociedade em relação a temática, todo o tabu que envolve, além do machismo brasileiro, que coloca o papel do homem longe das questões envolvendo saúde sexual e reprodutiva, como se o homem não fosse parte deste processo.
No caso do ex presidente, é um caso que simboliza a hipocrisia social, pois mostra o que nós já sabemos, os ricos fazem aborto sem qualquer problema, seja financeiro, de saúde. As pessoas pobres também praticam o aborto, mas correm risco de morte, perda da saúde ou de serem presas.
Dois fatos marcantes nos dois primeiros meses do ano de 2016 com relação ao aborto.
Um fato é microcefálite e sua relação com Zica, e formação fetal. O outro, o relacionamento do ex presidente Fernando Henrique Cardoso e as declarações de sua amante, sobre os abortos feitos por ela, com pagamento do político.
Em questão da doença Zica expõe de forma visceral a questão da falta de diálogo da sociedade em relação a temática, todo o tabu que envolve, além do machismo brasileiro, que coloca o papel do homem longe das questões envolvendo saúde sexual e reprodutiva, como se o homem não fosse parte deste processo.
No caso do ex presidente, é um caso que simboliza a hipocrisia social, pois mostra o que nós já sabemos, os ricos fazem aborto sem qualquer problema, seja financeiro, de saúde. As pessoas pobres também praticam o aborto, mas correm risco de morte, perda da saúde ou de serem presas.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Fidelidade e felicidade
Luiz Fernando Paes
Em nossa sociedade contemporânea, as formas de viver e pensar o amor, se tornaram infinitas, estão em constante movimento.
Mari tem dois maridos. Cada um mora três ou quatro dias na casa dela. Eles sabem dessa situação e não se importam. Além destes relacionamentos ela diz que continua amando um terceiro, seu amante.
Nas sociedades patriarcais como a nossa, sempre houve um padrão duplo de moral. A infidelidade, apesar de condenada pela Igreja, foi aceita socialmente para o homem.
Após a revolução sexual iniciada na década de 60, as mulheres ocidentais passaram a considerar seus direitos iguais aos dos homens e o sexo extraconjugal passou a fazer parte de suas vidas.
A pílula anticoncepcional permitiu que elas só engravidassem se quisessem e de quem quisessem, embora seu acesso sempre foi restrito apenas a algumas mulheres.
Entre outras mudanças que ocorressem para estas alterações comportamentais, quebra de tabus, diminuição da religiosidade e poder das igrejas sobre a população, as mulheres passaram a trabalhar fora de casa, gerando maior independência econômica, maior discussão sobre o papel social feminino entre outros.
A poligamia existe em 84% das sociedades humanas. Um imperador do Marrocos foi até agora o homem que teve o maior harém. O livro Guiness dos recordes relata que ele teve 888 filhos com suas esposas.
Alguns Imperadores chineses tiveram relações sexuais com mais de mil mulheres. Elas participavam de um rodízio cuidadoso, que as colocava no quarto do imperador quando estavam no período fértil.
Na África Ocidental a poligamia é muito comum. Os homens mais velhos têm duas ou três mulheres ao mesmo tempo.
O contra ponto de toda a questão relacionada a fidelidade é a questão de pessoas que se dedicam a um único relacionamento.
Dentre os vários fatores que determinaram o sucesso dos seres humanos no planeta, um dos mais importantes é o cuidado com os filhos, como defesa, alimentação. habitação entre outros.
Mas o mais importante é refletir sobre como as relações de pessoas que se dizem monogâmicas se desenrolam. Partindo do principio que toda relação, para que de certo, demanda uma grande quantidade de energia. de diálogo, é difícil de entender como pessoas que constituem um lar podem almejar a felicidade, se envolvendo em casos extraconjugais, mesmo com toda a complexidade que uma relação afetiva.
Em uma relação monogâmica, em em que um dos dois trai, o sofrimento do outro se transforma em ressentimento que, em em um período de tempo, terminará com uma separação dolorosa para todos.
O comportamento das pessoal em relação ao relacionamento amoroso e sexual tem se mostrado cada vez mais fluído. O encontro sexual tem acontecido cada vez mais cedo, ou seja, no primeiro encontro.
Longe de interpretar os comportamentos atuais por uma visão moralista, a questão é que, os relacionamentos estão cada vez mais curtos, o que os mais antigos diriam, fogo de palha, acende rápido, fogo ardente mas em segundos acaba.
Dentre os vários fatores que determinaram o sucesso dos seres humanos no planeta, um dos mais importantes é o cuidado com os filhos, como defesa, alimentação. habitação entre outros.
Mas o mais importante é refletir sobre como as relações de pessoas que se dizem monogâmicas se desenrolam. Partindo do principio que toda relação, para que de certo, demanda uma grande quantidade de energia. de diálogo, é difícil de entender como pessoas que constituem um lar podem almejar a felicidade, se envolvendo em casos extraconjugais, mesmo com toda a complexidade que uma relação afetiva.
Em uma relação monogâmica, em em que um dos dois trai, o sofrimento do outro se transforma em ressentimento que, em em um período de tempo, terminará com uma separação dolorosa para todos.
O comportamento das pessoal em relação ao relacionamento amoroso e sexual tem se mostrado cada vez mais fluído. O encontro sexual tem acontecido cada vez mais cedo, ou seja, no primeiro encontro.
Longe de interpretar os comportamentos atuais por uma visão moralista, a questão é que, os relacionamentos estão cada vez mais curtos, o que os mais antigos diriam, fogo de palha, acende rápido, fogo ardente mas em segundos acaba.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Muitas vezes, nossos maiores inimigos somos nos mesmos
Luiz Fernando Paes
As dificuldades dos seres humanos em lidar com seus próprios sentimentos, com o sofrimento diário, nos leva a interpretar o mundo de uma forma distorcida, como alguém que tem a visão normal, mas utiliza de um óculos de míope para enxergar.
Tais pessoas, que não são poucas, colocam mais empecilhos, barreiras, além das que já normalmente existem, para realizar suas tarefas cotidianas.
Em seu livro a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), descreve sua experincia com pacientes que necessitam de ser diagnosticado com uma doença mesmo sem te-la: "Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo."
Precisamos estar atentos aos nossos sentimentos e sensações, pois nosso cérebro é mais poderoso que se pode imaginar, a ponto de eu considerar a teoria que o corpo e parte do cérebro e não o contrário.
Outra questão que considero importante para uma reflexão mais profunda é que, se já que vivemos em um mundo violento e algumas vezes deparamos com situações de perigo, avaliar a situação mais próximo do real, nos ajuda a tomar a decisão mais apropriada, e não entrarmos em panico.
Uma tendencia comum é exagerarmos em uma análise mais pessimista, o que nos impede de tirar conclusões mais apropriadas.
O medo de animais também gera situações de desconforto desnecessária em muitos casos, um exemplo é pavor que algumas pessoas tem de bichos inofensivos, como a lagartixa doméstica. Fazem do bicho um monstro, como uma senhora contou-me que a vizinha foi envenenada com uma lagartixa que caiu no feijão que comia. Eu questionei-a por que se podemos deparar em nossas casas, com uma cobra peçonhenta, uma aranha armadeira ou escorpião, por que nossa mente tem de criar mais "monstros" do que os que já nos incomodam?
Pessoas, mesmo que de boa escolaridade, não questionam seus medos, não buscam informações mais precisas, talvez por que seria mais fácil pensar nas falsa ameaças do que enfrentar o que realmente nos incomodam e ameaçam?
As dificuldades dos seres humanos em lidar com seus próprios sentimentos, com o sofrimento diário, nos leva a interpretar o mundo de uma forma distorcida, como alguém que tem a visão normal, mas utiliza de um óculos de míope para enxergar.
Tais pessoas, que não são poucas, colocam mais empecilhos, barreiras, além das que já normalmente existem, para realizar suas tarefas cotidianas.
Em seu livro a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), descreve sua experincia com pacientes que necessitam de ser diagnosticado com uma doença mesmo sem te-la: "Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo."
Precisamos estar atentos aos nossos sentimentos e sensações, pois nosso cérebro é mais poderoso que se pode imaginar, a ponto de eu considerar a teoria que o corpo e parte do cérebro e não o contrário.
Outra questão que considero importante para uma reflexão mais profunda é que, se já que vivemos em um mundo violento e algumas vezes deparamos com situações de perigo, avaliar a situação mais próximo do real, nos ajuda a tomar a decisão mais apropriada, e não entrarmos em panico.
Uma tendencia comum é exagerarmos em uma análise mais pessimista, o que nos impede de tirar conclusões mais apropriadas.
O medo de animais também gera situações de desconforto desnecessária em muitos casos, um exemplo é pavor que algumas pessoas tem de bichos inofensivos, como a lagartixa doméstica. Fazem do bicho um monstro, como uma senhora contou-me que a vizinha foi envenenada com uma lagartixa que caiu no feijão que comia. Eu questionei-a por que se podemos deparar em nossas casas, com uma cobra peçonhenta, uma aranha armadeira ou escorpião, por que nossa mente tem de criar mais "monstros" do que os que já nos incomodam?
Pessoas, mesmo que de boa escolaridade, não questionam seus medos, não buscam informações mais precisas, talvez por que seria mais fácil pensar nas falsa ameaças do que enfrentar o que realmente nos incomodam e ameaçam?
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Brasileiros realmente admiram a França e o povo francês
Luiz Fernando Paes
Os valores franceses causam admiração dos brasileiros, como sua fé na democracia, na forma como fazem política. Podem imaginar um país onde alguns políticos, como prefeito de uma região de Paris, não recebem salário nem mordomias? Pude ver um prefeito de uma cidade francesa, próxima de lyon, realizar um casamento num sábado a tarde.
O espírito de tolerância, também prevalesse. O interesse público, o bem coletivo sobrepõe ao particular, aplicação responsável dos recursos públicos.
Paga-se muito imposto, mas os serviços oferecidos pelo governo são de qualidade, por isso as pessoas não se revoltam.
Os índices de assassinatos são baixíssimos, como em quase toda a Europa. Valoriza-se muito a vida.
Se a Inglaterra foi a responsável pela revolução industrial,a França marcou seu espaço na historia por contrapor o absolutismo das monarquias. A revolução de 1789, o século das luzes, modelo que incentivou e inspirou a independência de diversas nações por todo mundo, enfim dos valores do iluminismo. Respeito aos valores republicanos, presentes em sua cultura, visão de mundo e na pratica diária.
O laicismo também é um componente importante neste povo. A proibição do véu islâmico em prédios públicos é uma decisão sobre a laicidade da nação. Não há imposição de religião as pessoas, nas escolas em órgãos do governo. Situação diferente acontece no Brasil, que apesar do estado se declarar laico, existem muitos feriados religiosos, tenta-se colocar aula de religião nas escolas, e sabemos que políticos fazem cultos religiosos até na câmara dos deputados, símbolo do poder público federal.
Berço de grande pensadores, escritores, filmes que além de qualidade, muitos conseguem fugir do clichês hollywoodianos.
A França é consagrada por defender a liberdade, pela proteção e respeito as minorias, além de ampliar os direitos humanos.
Tomara que com os ataques a Paris, em novembro desse ano, não aconteça um retrocesso em relação a todo esse processo de valorização da liberdade na historia francesa, rompendo o delicado equilíbrio entre liberdade e segurança, como vimos acontecer no atentado de 11 de setembro nos E.U.A, quando se restringiu os direitos das pessoas à liberdade, com o Ato Patriota, declarado pelo então presidente George Bush, que a partir desse ataque as Torres Gêmeas, usou como pretexto para agir fora das convenções internacionais.
O ataque a Paris não pode justificar uma declaração de guerra brutal na Síria e no Iraque, pois sabemos que as principais vitimas serão civis indefesos, como mulheres, crianças e idosos.
A maioria dos muçulmanos são tão pacíficos como de qualquer outra religião, não existe guerra santa, são mortes de indefesos que não pode ser justificada por motivo algum, por nenhum deus.
Vingança e ódio não podem ofuscar uma nação e apagar seu brilho.
Queremos, como muitas outras nações, continuar admirando todo os valores construídos ao longo de anos pelos franceses, e acreditamos que, embora tenhamos de conviver com a morte de 129 inocentes dos atentados recentes, a França continue sendo o exemplo a ser seguidos por outras nações por sua integridade e valorização da vida.
Os valores franceses causam admiração dos brasileiros, como sua fé na democracia, na forma como fazem política. Podem imaginar um país onde alguns políticos, como prefeito de uma região de Paris, não recebem salário nem mordomias? Pude ver um prefeito de uma cidade francesa, próxima de lyon, realizar um casamento num sábado a tarde.
O espírito de tolerância, também prevalesse. O interesse público, o bem coletivo sobrepõe ao particular, aplicação responsável dos recursos públicos.
Paga-se muito imposto, mas os serviços oferecidos pelo governo são de qualidade, por isso as pessoas não se revoltam.
Os índices de assassinatos são baixíssimos, como em quase toda a Europa. Valoriza-se muito a vida.
Se a Inglaterra foi a responsável pela revolução industrial,a França marcou seu espaço na historia por contrapor o absolutismo das monarquias. A revolução de 1789, o século das luzes, modelo que incentivou e inspirou a independência de diversas nações por todo mundo, enfim dos valores do iluminismo. Respeito aos valores republicanos, presentes em sua cultura, visão de mundo e na pratica diária.
O laicismo também é um componente importante neste povo. A proibição do véu islâmico em prédios públicos é uma decisão sobre a laicidade da nação. Não há imposição de religião as pessoas, nas escolas em órgãos do governo. Situação diferente acontece no Brasil, que apesar do estado se declarar laico, existem muitos feriados religiosos, tenta-se colocar aula de religião nas escolas, e sabemos que políticos fazem cultos religiosos até na câmara dos deputados, símbolo do poder público federal.
Berço de grande pensadores, escritores, filmes que além de qualidade, muitos conseguem fugir do clichês hollywoodianos.
A França é consagrada por defender a liberdade, pela proteção e respeito as minorias, além de ampliar os direitos humanos.
Tomara que com os ataques a Paris, em novembro desse ano, não aconteça um retrocesso em relação a todo esse processo de valorização da liberdade na historia francesa, rompendo o delicado equilíbrio entre liberdade e segurança, como vimos acontecer no atentado de 11 de setembro nos E.U.A, quando se restringiu os direitos das pessoas à liberdade, com o Ato Patriota, declarado pelo então presidente George Bush, que a partir desse ataque as Torres Gêmeas, usou como pretexto para agir fora das convenções internacionais.
O ataque a Paris não pode justificar uma declaração de guerra brutal na Síria e no Iraque, pois sabemos que as principais vitimas serão civis indefesos, como mulheres, crianças e idosos.
A maioria dos muçulmanos são tão pacíficos como de qualquer outra religião, não existe guerra santa, são mortes de indefesos que não pode ser justificada por motivo algum, por nenhum deus.
Vingança e ódio não podem ofuscar uma nação e apagar seu brilho.
Que os franceses não façam como o governo norte americano, com mentiras e falsidade, semeando o ódio entre o povo norte americano contra religiões. Más lembranças do massacre aos vietnamitas e milhares de jovens soldados norte americanos, o ataque ao Kwait mais recentemente e ao Iraque, com o pretexto de destruir armas químicas que nunca existiram.
Queremos, como muitas outras nações, continuar admirando todo os valores construídos ao longo de anos pelos franceses, e acreditamos que, embora tenhamos de conviver com a morte de 129 inocentes dos atentados recentes, a França continue sendo o exemplo a ser seguidos por outras nações por sua integridade e valorização da vida.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Quando Uma Nação é Efetivamente Uma Democracia Legitima? A PEC 215
Luiz Fernando Paes
A efetivação de uma democracia passa necessariamente por um governo forte ou pelo menos, que seja capaz de garantir o cumprimento das leis constitucionais ou que ela não seja modificada para
atender ao interesse de pequenos grupos, mas com grande poder econômico e politico.
Nos últimos anos, estamos vendo revogadas o direito de povos brasileiros historicamente esquecidos, que com a Constituinte de 1988 puderam ser contemplados.
Em uma democracia efetiva quem deveria ser escutado os índios, verdadeiros donos da terra ou banqueiros, madeireiros, ruralista ( ou o verdadeiro nome seria latifundiário) que tem como único objetivo o lucro fácil, a exploração e destruição da natureza?
Com a PEC 215 (PEC é Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, uma emenda à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal), Que na pratica representa uma brecha na lei para ação de lobistas de grupos poderosos defenderem seus interesses, que muitas vezes fere o direito de toda a população e coloca em risco um grande avanço da constituição promulgada em 1988, no qual estabelece que demarcação de terras indígenas seja feita pelo poder executivo ou seja, o governo federal.
Desde então, após a cosntituuição de 1988, muitas terras foram devolvidas aos seus verdadeiros donos, os índios, e está em andamento novos processos de devolução ( demarcação), que serão prejudicados, caso seja aprovada. a PEC 215
Com a PEC 215, passaria para o legislativo essa incumbência de votar pela demarcação ou não terras para a população indígena.
A grande questão levantada pela população brasileira mais esclarecida é que o legislativo passa por uma crise ética sem precedente. Nunca se legislou em causa própria como nos últimos anos. Conforme consta nos tribunais eleitorais, muitos dos deputados receberam dinheiro para suas campanhas politicas de empresas interessadas em terras indígenas, o que compromete a isenção ética necessária para o Câmara de deputados julgar a demarcação de terras.
Pela lógica histórica, além de serem os verdadeiros donos da terra, são os índios que sabem cuidar como ninguém dela. Para os índios, a terra é parte de sua própria identidade, sem ela não tem como sobreviverem, isso podemos observar no alto índice de suicídio entre os jovens indígenas, que veem sendo expulsos de suas terras há 515 anos . E por acaso estariam os grandes grupos econômicos se esquecendo que sem água e vegetação, não há com ter o agronegócio?
As grandes corporações devem ceder à sua ganancia desenfreada e pensar nas consequências da busca do lucro fácil e a qualquer custo, amenos que sejam totalmente acéfalos ou não vão deixar qualquer descendentes sobre a terra.
Site da comissão ca câmara federal sobre a PEC 215/ 2000 :http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/55a-legislatura/pec-215-00-demarcacao-de-terras-indigenas
A efetivação de uma democracia passa necessariamente por um governo forte ou pelo menos, que seja capaz de garantir o cumprimento das leis constitucionais ou que ela não seja modificada para
atender ao interesse de pequenos grupos, mas com grande poder econômico e politico.
Nos últimos anos, estamos vendo revogadas o direito de povos brasileiros historicamente esquecidos, que com a Constituinte de 1988 puderam ser contemplados.
Em uma democracia efetiva quem deveria ser escutado os índios, verdadeiros donos da terra ou banqueiros, madeireiros, ruralista ( ou o verdadeiro nome seria latifundiário) que tem como único objetivo o lucro fácil, a exploração e destruição da natureza?
Com a PEC 215 (PEC é Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, uma emenda à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal), Que na pratica representa uma brecha na lei para ação de lobistas de grupos poderosos defenderem seus interesses, que muitas vezes fere o direito de toda a população e coloca em risco um grande avanço da constituição promulgada em 1988, no qual estabelece que demarcação de terras indígenas seja feita pelo poder executivo ou seja, o governo federal.
Desde então, após a cosntituuição de 1988, muitas terras foram devolvidas aos seus verdadeiros donos, os índios, e está em andamento novos processos de devolução ( demarcação), que serão prejudicados, caso seja aprovada. a PEC 215
Com a PEC 215, passaria para o legislativo essa incumbência de votar pela demarcação ou não terras para a população indígena.
A grande questão levantada pela população brasileira mais esclarecida é que o legislativo passa por uma crise ética sem precedente. Nunca se legislou em causa própria como nos últimos anos. Conforme consta nos tribunais eleitorais, muitos dos deputados receberam dinheiro para suas campanhas politicas de empresas interessadas em terras indígenas, o que compromete a isenção ética necessária para o Câmara de deputados julgar a demarcação de terras.
Pela lógica histórica, além de serem os verdadeiros donos da terra, são os índios que sabem cuidar como ninguém dela. Para os índios, a terra é parte de sua própria identidade, sem ela não tem como sobreviverem, isso podemos observar no alto índice de suicídio entre os jovens indígenas, que veem sendo expulsos de suas terras há 515 anos . E por acaso estariam os grandes grupos econômicos se esquecendo que sem água e vegetação, não há com ter o agronegócio?
As grandes corporações devem ceder à sua ganancia desenfreada e pensar nas consequências da busca do lucro fácil e a qualquer custo, amenos que sejam totalmente acéfalos ou não vão deixar qualquer descendentes sobre a terra.
Site da comissão ca câmara federal sobre a PEC 215/ 2000 :http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/55a-legislatura/pec-215-00-demarcacao-de-terras-indigenas
Assinar:
Postagens (Atom)