segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Resiliência, um Conceito da Física, atualmente usado em Psicologia e Em empresas

Para a física, a resiliência é a capacidade de um determinado material, após sofrem a ação de uma força, voltar ao formato anterior.

Resiliência, na psicologia é aquela   pessoa  que, mesmo em situação adversa, consegue avançar e seguir em frente e ser bem sucedido.

Existe uma frase muito usada, que exemplifica como é a pessoa resiliente:
Quando a vida lhe da um limão faça uma boa limonada.



Desde de pequenos, somos desafiados por exemplo, a andar, mesmo com tantos tombos, não desistimos.

Mas parece que com o tempo, o medo passa a ocupar uma grande parte de nossa vida.

Ao invés de nos fortalecermos, o medo muitas vezes passa a governar nossa vidas e nos impede de chegar mais longe, mas a capacidade do ser humano de se reinventar é fantástica, e de descobrir, enxergar não só obstáculos, mas oportunidades, crescimento.



Muitos de nós conhecemos pessoas que tinham tudo para não dar certo, nascida de família muito humilde e sem estudo, inserida em um mundo hostil, violento, injusto e cruel, em vez de viver em lamentações e lamúrias, se transformou na pessoa mais determinada da escola, a melhor aluna. Fez da educação e de alguém querido, que se dedicou integralmente a ela, a motivação para alcançar o bem estar social necessário para sua felicidade, com humildade e orgulho.



Não é simplesmente ter uma atitude positiva perante os problemas, é a ação, é na maior parte do tempo ativo e não vítima dos problemas. 

É   aprender com o erro e não apenas ficar se justificando, ou tentando achar um culpado, reconhecer a própria falha, ter a mente aberta para aprender com os tombos, estar pronto a enfrentar o que vem em seguida
 Reconhecer o erro,  descobrir o que precisamos melhorar, e adaptarmos a nova situação para nos transformar .


Os cientistas Steven Southwick e Dennis Charney, da Yale University School of Medicine, recomendam 4 estratégias comprovadas cientificamente para melhorar sua resiliência:

Faça exercícios  Físicos, pelo menos uma vez por semana. 

Aceite desafios.


Faça meditação.


Passe mais tempo com pessoas queridas que você admira.  




Muitas vezes só ouvimos pessoas que tem posição e pensamento iguais ao nosso. Temos dificuldade para ouvir opiniões contrárias daquilo que acreditamos e isso pode ser a persistência que no levará ao fracasso.



Em um artigo da BBC, de  Sydney Finkestein escreveu: "O desafio de resistência não é apenas sobre as nossas vidas de trabalho. Se você é como eu, você já pensou onde resiliência vem e se perguntou se estamos ajudando nossos filhos construir esta capacidade vital para seu futuro.

Acredito que temos motivo para se preocupar . Quando os pais ajudam seus filhos a navegar, a cada situação desafiadora , de ajuda "extra" com a lição de casa, para completar aplicações da faculdade para eles, os pais estão fazendo um desserviço incrível para seus filhos.


Os pais querem proteger seus filhos de falha, mas isso priva da oportunidade de praticar e não apenas uma habilidade de vida , mas uma habilidade trabalho essencial . Quando a auto-estima torna-se mais importante do que os resultados , estamos inadvertidamente treinando os jovens a tornar-se menos adaptável, não mais".





terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ensino de igualdade de gênero gera boicote a escolas na França


Atualizado em  29 de janeiro, 2014 -
Crianças em escola | Foto: BBC
Projeto do governo quer ensinar que não existem atividades específicas para meninos ou meninas
Alunos de escolas primárias francesas estão boicotando aulas, por iniciativa dos pais, após rumores difundidos por veículos de comunicação de que o governo criou um programa de ensino que visaria "negar as diferenças sexuais entre homens e mulheres".
Uma centena de escolas na França sofrem com um índice elevado de alunos ausentes desde a sexta-feira.
O programa pretende pôr fim a ideias homofóbicas e misóginas e mostrar que não existem atividades, inclusive recreativas, específicas para meninos ou meninas - que uma garota pode desejar ser engenheira ou bombeira e um garoto pode querer ser parteiro, por exemplo.A polêmica surgiu após a criação recente do "ABCD Igualdade", um programa dos ministérios da educação e dos direitos das mulheres e testado em mais de 600 salas de aula em todo o país, com o objetivo de transmitir às crianças o conceito de igualdade entre homens e mulheres e lutar contra os estereótipos que envolvem ambos os sexos.
Mas grupos ligados à extrema direita difundiram na internet rumores de que o governo teria tornado obrigatório nas escolas primárias o suposto ensino da "teoria do gênero", interpretado por eles como sendo algo que visa eliminar as diferenças biológicas e sociais entre os homens e mulheres e promover a homossexualidade.

Igualdade

Especialistas ressaltam que não existe uma "teoria do gênero" e sim os estudos sobre gênero (gender studies), iniciados nos Estados Unidos nos anos 60 e 70, que analisam a construção social da identidade sexual e a questão das desigualdades entre homens e mulheres.
O ministro da Educação, Vincent Peillon, declarou que o ministério "rejeita totalmente a teoria do gênero e a instrumentalização feita por pessoas da extrema direita, que estão difundindo uma ideia que causa medo aos pais de alunos".
"Queremos promover a igualdade entre homens e mulheres", afirmou Peillon.
Nesta quarta-feira, o ministro pediu a diretores de escolas para convocar os pais que não levaram seus filhos às aulas após o início dos rumores.
Muitos pais receberam mensagens pelo celular pedindo que não levassem seus filhos à escola na sexta-feira passada e também na segunda-feira desta semana para protestar contra o ensino da "teoria do gênero" e publicaram as mensagens nas redes sociais.
"Eles vão ensinar aos nossos filhos que eles não nascem meninos ou meninas, mas sim que eles escolherão seu sexo depois. Isso sem mencionar a educação sexual desde a escola maternal", diz uma mensagem reproduzida pelo jornal francês Le Monde.
O Instituto Civitas, ligado a católicos conservadores, também apoia o boicote às aulas, afirmando que o ministério da Educação estaria difundindo a "ideologia do gênero às escondidas sob pressão de movimentos gays e lésbicos".
Os boatos chegaram a afirmar ainda que o governo estaria promovendo nas escolas primárias uma introdução à sexualidade, com aulas que fariam demonstrações "explícitas" às crianças.
"Nós não falamos nada sobre sexualidade no primário. Na escola, ensinamos a igualdade entre garotos e garotas e não a teoria do gênero", declarou nesta quarta-feira Najat Vallaud-Belkacem, porta-voz do governo e ministra dos Direitos das Mulheres.
"Falamos que os meninos e meninas podem ter ambições de igualdade em relação às suas escolhas profissionais e aos seus sonhos", diz a ministra, se referindo ao programa "ABCD Igualdade".

Boicote organizado

A ideia dos opositores que difundiram os rumores é lançar um dia de boicote às aulas por mês. Na próxima semana, pedidos para faltar às aulas em algumas escolas já foram lançados.
O rumor teria ganhado força, segundo a imprensa francesa, principalmente junto aos pais com baixo nível de instrução e de religião muçulmana.
Em uma escola em Estrasburgo, no leste da França, um terço dos alunos faltou às aulas, sendo quase 90 turcos, ciganos e de origem árabe, segundo o jornal Le Figaro.
Em Meaux, periferia pobre nos arredores de Paris, considerada "zona urbana sensível", 20% dos alunos faltaram na sexta-feira, segundo a imprensa.
O governo minimiza o impacto dos rumores, afirmando que apenas uma centena das 48 mil escolas francesas foi afetada. Mas o assunto vem ganhando força no país.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Amor Meia Boca, Compromisso Meia Fase.

Impressionante como muitas pessoas, mal começam uma relação já pensando que não vai dar certo, ou na primeira dificuldade, desistem de investir em um sentimento, que poderia resultar em um relacionamento interessante para ambos.


Outras pessoas, chegam a se  casar, já pensando na possível separação, caso aconteça algo que não sai como o planejado.

Vivemos atualmente, a cultura do descarte, da reciclagem indiscriminada, onde, sem entrar na discussão de ser a favor ou contra o aborto, até mesmo um filho pode ser descartado, antes de se refletir melhor sobre o que fazer de uma gravidez inesperada.


Um exemplo, um rapaz resolveu separar-se de sua jovem esposa, em um momento que ela mais precisava dele, pois seu pai estava com um câncer. Para ele, um jovem rapaz, não interessava perder seu tempo com o problema dos "outros", sendo tão jovem e precisa aproveitar o tempo. Mas a questão que fica é: não e na tempestade que se conhece o talento do capitão do navio, para livrar todos das tormentas?

Amor meia boca, é aquele superficial, frágil, inseguro. É meia boca porque é feito pela metade, mal acabado, mal construído.



 Viver o amor profundo demanda entrega, apoio incondicional  de ambos, cumplicidade.
 É também se preparar para um grande viagem, em que a bagagem principal é a emoção. É estar com o outro pelo puro prazer de desfrutar da companhia, do dialogo, das diversidades e dissabores que podem ocorrer no decorrer desta viagem.

Amor meia boca anda de mãos dadas com o compromisso meia fase, morno, materialista, somente para as horas boas da vida. É meia fase porque, como diz a gíria, não ata nem desata, chove mas não molha.
Como quando, há falha da energia elétrica em em nossa casa, as lâmpadas piscam mas não se apagam, os aparelhos eletro eletrônicos, hora funcionam, hora falham.

Outra situação adversa,  é aquela pessoa que gasta seu tempo e energia em uma relação sem futuro.  É o caso de se ligar a pessoas violentas ou com algum vício,   no qual a pessoa não quer se tratar,  onde amor não é recíproco, entre outras.

Cada um escolhe seus caminhos e assume suas consequências mas o tempo é o grande conselheiro.
 Ele nos dirá se nossas escolhas foram boas ou se apenas, durante nossa jornada, nadamos na superfície da água, e nunca mergulhamos, passando a vida toda sem nunca descobrimos os tesouros   que nos   agradavam no leito do rio




terça-feira, 7 de janeiro de 2014

As gangues e a diminuição da violência

A cidade de Nova York conseguiu no ano de 2013 reduzir os assassinatos. A quantidade de mortes por assassinatos em todo o ano foi de 330 pessoas.
Muitos especialistas, de outros países, querem saber como as autoridades novaiorquinas conseguiram tal façanha.

Varias devem ter sido as ações para conseguir tal resultado, mas uma atitude de grande impacto na diminuição de altos índices de violência, é dirigida especialmente aos jovens.

Entender melhor o jovem, como pensam, e assim diminuir a ação das gangues foi um dos passos importantes para reduzir a criminalidade em Nova York.


O jovem, como todo ser humano,  passa por constantes transformações, e nessa idade ele busca o grupo como forma de se firmar socialmente, ser reconhecido no grupo, ser respeitado e atende a ordem de um líder, que é maior de idade.  

As mudanças psicossocial e física, imposta pela passagem da infância para a puberdade, trás angústia, medo, diante dos desafios, escolhas para o futuro. Esta passagem deve ser acompanhada por pessoas adultas, que possam orientar esses jovens, discutir suas emoções, e responsabilidades, diante de tantos conflitos e novas situações.

Os modelos de identificação para a juventude ficaram escassos, talvez por causa de uma crise ética que atinge o mundo adulto. Os pais, em boa parte, já não conseguem acompanhar o desenvolvimento do filho e na escola professores não tem o respeito necessário para ajudar seus alunos a  passar com tranquilidade as turbulências da adolescência.  

O descontentamento com a família, escola,  as instituições em geral e aos valores sociais são o combustível que motivam os jovens e adolescentes a se unirem e se arriscarem.

  Outra mudança que facilitou o aumento da violência foi que  a rua passou a ser palco das ações das gangues. A poucos anos, as proximidades da casa, no bairro, na escola,  era o local da socialização, meninos e meninas se conheciam, brincavam, conversavam.

A rua atualmente,  aparentemente o lugar onde se faz o que quer, como um "espaço neutro", onde valores como a lealdade e amizade são ressaltados, onde predomina a linguagem cifrada, com senhas, códigos   passou a ser o lugar do perigo,   confronto, cooptação de menores para o tráfico e ao enfrentamento das gangues de rua com regras bem claras e rígidas e autoritarismo, ocupada por pessoas pobres e também por jovens de classe média e alta.


As  atuais manifestações dos jovens nos shoppings, chamadas de rolezinhos,  é uma demonstração clara que os jovens estão descontentes  com a situação imposta a eles pela sociedade e governo, que sabem de seu poder de mobilização e manifestação.

Cabe ao governo e autoridades, a mídia,  abrir canais que permitam ouvir as reivindicações dos jovens, trata-los com respeito, como pessoas de direito e compromissos e não apenas com repressão policial.

Os jovens não devem ser vistos como problema e sim como  solução, e podem contribuir para a construção de um pais com mais justiça, basta dar importância a eles, dignidade, mas principalmente acesso aos bens culturais.

 


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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Prazer, Satisfação, Felicidade e o o Capitalismo.

O combustível de nosso cérebro é o prazer. Movidos pela necessidade de alimentar nossa mente de emoções, que de sentido a nossa existência, buscamos sensações ou coisas que preencham nossa vida.

O desejo é provavelmente o mais forte dos componentes de nossa vida, ele nos move para determinar nossas ações e objetivos.

É interessante refletirmos como as coisas que mais desencadeiam sensações prazerosas em nosso cotidiano são coisas simples que nem sequer precisam de muito dinheiro para acontecer.

Por exemplo, uma comida simples, mas preparada e saboreada ao lado de quem se quer bem, seja  um amigo,  família, namorado ou namorada, regado com um bom papo, nos da uma satisfação que não podemos encontrar em um restaurante caro.

Estar em comunhão com a natureza, o contato com a terra, contemplar o belo é um excelente remédio para curar o stress.

Professar uma religião, ou somente ter uma vida espiritual, nos trás paz, ajuda a enfrentar as dificuldades.




Não é difícil entender por que  a cultura indígena praticamente foi exterminada do planeta.
O índio sabe como nem um outro povo, cultivar as coisas simples da vida.

Ela é incompatível com o capitalismo selvagem,  que insere em nosso cérebro a necessidade do consumo, a incompletude da alma e do espirito, produz a constante, inquietante ansiedade,  que sempre nos falta algo material para ser feliz.

É sempre bom lembrar:
-Para que roupas luxuosas, se o as pessoas mais querem é estar bem juntinhas, do jeito que veio ao mundo?
-Para levarmos a vida tão sério, se todos nascemos de uma gozação?


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Brasil deve desculpas a Anderson Silva

Ricardo Melo (UOL)

Para defender os espetáculos de pancadaria como esporte legítimo, o pessoal das lutas de vale tudo provavelmente usará a célebre foto de Domício Pinheiro. Era novembro de 1974, interior paulista. Naquele instantâneo memorável, Domício flagra o momento quando, numa disputa de bola, o atacante Mirandinha, então no São Paulo, quebra a perna esquerda ao se chocar com o zagueiro Baldini, do América de Rio Preto.
A imagem deve estar estampada nos jornais de hoje, pela incrível semelhança plástica com os registros do momento em que, ao tentar atingir o adversário, Anderson Silva espatifa a própria canela em Las Vegas. Vai servir, com certeza, para alimentar a ladainha que todo esporte tem sua dose de violência, ou que imprevistos acontecem em qualquer atividade. A comparação soa tão verdadeira quanto usar fotos de dois corpos estatelados no chão para dizer que ambos são iguais -não importa se um deles caiu por acidente do décimo-andar e o outro foi arremessado por algum meliante durante um assalto.
A polêmica, de todo modo, não é propriamente nova, mas ferve a cada drama como o de Anderson Silva. De minha parte, mantenho a convicção de que os embates de vale tudo, mesmo repaginados como MMA, UFC ou o que o valha, são um dos eventos mais repulsivos oferecidos sob a chancela de "esportivo". A começar do objetivo maior, quando não único e exclusivo: destruir fisicamente o adversário na base da porradaria desenfreada, com chutes, pontapés, socos e outros golpes igualmente "refinados".
Muitos dirão que o boxe também é assim. É mesmo bastante parecido, talvez um pouco mais asséptico. Por isso nunca tive especial interesse pelo que acontece nos ringues, exceto quando seus personagens ficam notórios pelas sequelas da troca de murros ou ganham destaque em seções diferentes dos jornais. Geralmente trata-se de gente humilde e socialmente injustiçada –logo presa fácil de mafiosos sedentos de lucros bilionários derivados da exploração dos "instintos mais primitivos". Que o digam nomes como Cassius Clay, hoje confinado a uma cadeira de rodas de tanto bater e apanhar, e Mike Tyson, cujo prontuário dispensa apresentações.
Mesmo com toda a corrupção, ganância e tapetaços desacreditando atividades como o futebol, há, por enquanto, uma distinção fundamental. Dentro das quatro linhas, o desempenho não se mede pela aniquilação física do oponente. Nos octógonos de vale tudo, a conversa é outra. Quanto mais um lutador destroçar o outro, mais prestígio, dinheiro e "reconhecimento" ele terá -até o momento em que se tornar imprestável como um galo estropiado incapaz de abater rivais nos ringues clandestinos. Chamar isso de esporte ultrapassa o cinismo. É empulhação pura e simples.
Detalhe: no Brasil, os galos são bem mais protegidos. Por ilegais, rinhas podem dar cadeia a quem as promover. Nada que um bom advogado não resolva, mas o constrangimento pelo menos fica. No caso do MMA, a vida é bem mais mansa. Os organizadores apenas correm o risco de enriquecer, virar celebridades e festejar índices de audiência. Tudo embrulhado num discurso de "trabalho social" que salva jovens sem futuro e fadados ao crime.
Anderson Silva não tem que pedir desculpas ao Brasil, como fez depois da derrota.
O país é que tem que pedir desculpas a Anderson Silva.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Hossexualidade e Pecado

Muitas seitas e religiões atacam pessoas por comportamentos, e até mesmo para  incitam a violência, indiretamente, como é o caso de discursos homofóbicos.
Lideres religiosos que pregam o desprezo a grupos de seres humanos, servem a interesses particulares e não conhecem fundamentos científicos ou simplesmente usam apenas  parte deles, para se chegar a conclusão de  que    algumas formas de viver a sexualidade, por serem doenças, podem ser mudado ou curado.
 A questão da homossexualidade é emblemática, pois qualquer pessoa com um pouco de esclarecimento sabe que não é uma opção ser homo ou hétero,  e que  não há cura para um comportamento que não é uma doença.
Imaginemos que  ser homossexual fosse uma opção,  então o jovem ficaria mais feliz de apresentar ao pai ou mãe,  andar de mão dada por locais públicos e apresentar ao amigos, uma jovem ou um jovem?
Porem o que vemos é forçar as pessoas a ser hétero "curá-la". Isso provavelmente, a curto prazo, vai se transformar em sofrimento para muita gente.
Como é a vida de uma jovem recém  casada, descobre que o companheiro não sente desejo por ela, e ele mesmo a amando, sofre por não deseja-lá?
O que  vemos na bíblia é um Jesus Cristo que veio lutar contra as injustiças sociais, pregou o amor e a paz. Naquele tempo, os pecadores apontados por Jesus eram aqueles que exploravam a alma humana em proveito próprio.
Passados dois mil anos, as coisas não mudaram muito, e o Jesus Cristo de hoje  continua não condenando a prostituta e o homossexual, mas sim aqueles que, ludibriam o povo, desviam e roubam o dinheiro público, que seriam usados para aliviar o sofrimento humano com a melhoria e a construção de novos hospitais, melhorar a educação e moradia.

Atualizado: 29/01/2014 17:09 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia

Brasil lidera número de mortes de travestis e transexuais, aponta ONG


São Paulo, 29 jan (EFE).- O Brasil, que nesta quarta-feira celebra o Dia da Visibilidade Trans, é o país onde mais ocorrem assassinatos de travestis e transexuais em todo o mundo, segundo um relatório da ONG internacional Transgender Europe.
Entre janeiro de 2008 e abril de 2013, foram 486 mortes, quatro vezes a mais que no México, segundo país com mais casos registrados.
O relatório é baseado no número de casos reportados, o que indica que ele pode ser ainda maior e não só no Brasil, mas em todo mundo, já que países como Irã e Sudão não possuem dados disponíveis sobre este tipo de crime.
Para Keila Simpson, da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra), o elevado número de mortes no país reflete a falta de uma lei que puna crimes de ódio contra travestis e homossexuais.
'A população LGBTT, principalmente travestis e transexuais, estão sendo dizimados neste país e isso só vai acabar com uma lei que puna estes assassinos', declarou Simpson à Agência Efe durante as ações para o Dia da Visibilidade Trans em Porto Alegre.
De acordo com a militante, a população LGBTT precisa denunciar a situação do Brasil nas Cortes Internacionais para pressioanr o poder público.
'A gente vai acabar fazendo isso por conta destes assassinatos absurdos que vemos acontecer toda hora e todo dia. Tínhamos um projeto de lei no Congresso Nacional e ele virou uma moeda de troca', criticou Keila ao se referir ao projeto de lei complementar 122/06, que tornaria a homofobia crime.
O projeto foi anexado em 2013, passando a tramitar dentro das propostas de reforma do Código Penal após forte embate político dentro da comissão de direitos humanos da Câmara, então presidida pelo deputado evangélico Marco Feliciano (PSC-SP).
'A gente vive no Brasil uma ditadura moral cristã religiosa que está enterrando todos os nossos direitos', ressalta Keila.
De acordo com os dados da Antra, somente em 2013 foram 121 casos de travestis assassinados em todo o Brasil, mas o número pode ser ainda maior devido ao alto índice de subnotificação.
'Outros homossexuais já estão com a violência tão interiorizada que quando são atacados na rua sequer pensam em denunciar porque acham que isso é muito natural', aponta Keila Simpson.
De acordo com Keila, o dia 29, data em que o país celebra o Dia da Visibilidade Trans, é importante para chamar atenção para que estas pessoas denunciem os casos de violência.
'Só tendo números expressivos vamos conseguir constituir políticas públicas e talvez uma lei federal para punir estes assassinatos e essa violência', lamentou a militante.
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Um homossexual é morto a cada 28 horas, diz relatório

Outro dado apresentado pela organização é de que penas 30% dos casos de assassinato por homofobia tem seus autores identificados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO | 
Mais de 310 pessoas foram assassinadas por homofobia em 2013. O número foi revelado nesta sexta-feira (14) pelo Grupo Gay da Bahia, que divulgou nova edição do Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais no Brasil. Isso indica que, a cada 28 horas, um homossexual é morto.
Segundo a organização, houve uma queda de 7,7% na comparação com o números de assassinatos de 2012. Para o grupo, os governos federal e estaduais não apresentam propostas efetivas para a proteção e na garantia de segurança da comunidade LGBT.
Outro dado apresentado pela organização é de que penas 30% dos casos de assassinato por homofobia tem seus autores identificados.
No geral, a região Nordeste é a que mais registre crimes desse tipo de natureza, com 43% do total de casos. O relatório também inclui na lista 10 casos de suicídios, onde a pressão homofóbica teria levado a pessoa a cometer o ato.